APIC lança campanha de alerta para o enfarte agudo do miocárdio

A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC) vai promover uma campanha de consciencialização para o enfarte agudo do miocárdio, sob o mote “Coração de Mãe. Se quer o Futuro, Cuide do Presente”. Esta ação realiza-se a propósito do mês de maio: mês do coração e das mães.

A concretização da campanha foi da responsabilidade dos alunos do curso de Relações Públicas e Comunicação Empresarial, da Escola Superior de Comunicação Social (ESCS), conforme comunicado enviado.

“Com esta iniciativa pretendemos consciencializar as mulheres para a adoção de um estilo de vida mais saudável, para que no futuro possam beneficiar de uma vida tranquila com os seus filhos.”, afirma o presidente da APIC, João Brum Silveira.

Contextualizando o tema, o “enfarte agudo do miocárdio ocorre quando uma das artérias do coração fica obstruída, o que faz com que uma parte do músculo cardíaco fique em sofrimento por falta de oxigénio e nutrientes”, podendo provocar dores no peito, suores, vómitos e falta de ar.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2018, registaram-se 4620 mortes por enfarte agudo do miocárdio, que atingiram, maioritariamente homens, com uma relação de 136,2 óbitos de homens por 100 de mulheres. A idade média do óbito para as mulheres situou-se nos 81,4 anos.

João Brum Silveira acrescenta que “esta realidade se deve, em muito, ao estilo de vida contemporâneo” e que “os fatores de risco como hipertensão, dislipidemia, diabetes, menopausa, tabagismo, excesso de peso e sedentarismo contribuem para o aumento do risco de desenvolver esta doença.”

Os dados do Registo Nacional de Cardiologia de Intervenção (RNCI), desenvolvido pela APIC, indicam que, em 2020, foram realizadas 3817 angioplastias primárias para o tratamento do enfarte agudo do miocárdio, um aumento de 2,5 por cento, face ao ano anterior. Cerca de um quarto dos doentes tratados foram mulheres com uma média de idade de 68 anos, com um índice de massa corporal médio de 29,5, 26 por cento das quais fumadoras.

Urgências no SNS – só empurrar o problema não o resolve
Editorial | Gil Correia
Urgências no SNS – só empurrar o problema não o resolve

É quase esquizofrénico no mesmo mês em que se discute a carência de Médicos de Família no SNS empurrar, por decreto, os doentes que recorrem aos Serviços de Urgência (SU) hospitalares para os Centros de Saúde. A resolução do problema das urgências em Portugal passa necessariamente pelo repensar do sistema, do acesso e de formas inteligentes e eficientes de garantir os cuidados na medida e tempo de quem deles necessita. Os Cuidados de Saúde Primários têm aqui, naturalmente, um papel fundamental.