PNV atingiu coberturas de 95% até aos 7 anos em todas as vacinas
DATA
30/04/2021 09:49:52
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Jornal Médico
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PNV atingiu coberturas de 95% até aos 7 anos em todas as vacinas

Em 2020, o Programa Nacional de Vacinação (PNV) atingiu ou ultrapassou coberturas de 95% até aos sete anos em todas as vacinas, segundo os dados que a Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgou no âmbito da Semana Europeia da Vacinação 2021.

 

De acordo com a DGS, em nota enviada, em 2020, apesar das evidentes mudanças nos serviços de saúde em contexto de pandemia por Covid-19, “o PNV manteve-se forte”, sublinhando que

“99% das crianças nascidas em 2019 foram vacinadas com as vacinas recomendadas no PNV”.

Explica ainda que a vacina contra o sarampo, a rubéola e a parotidite epidémica (VASPR) “continua a cumprir todas as metas nacionais e internacionais do Programa de Eliminação do Sarampo e da Rubéola: mantém-se nos 99% aos 2 anos e nos 95% ou mais, a partir dos 6 anos, já com o esquema vacinal completo” e que a vacinação de adolescentes do sexo feminino, com o esquema completo da vacina contra o Vírus do Papiloma Humano (HPV), “mantém-se muito elevada: igual ou superior a 95% a partir dos 14 anos de idade”.

No que diz respeito à cobertura vacinal da grávida, para proteger os seus bebés de tosse convulsa, os dados da DGS demonstram que “continua muito elevada, estimando-se que este ano tenha chegado aos 90%”.

São ainda conhecidos os dados relativos à vacinação do adolescente e do adulto com a vacina contra o tétano e difteria (Td) revelando que se “mantém elevada – chegando aos 96% aos 14 anos e aos 80% aos 65 anos”.

A DGS assegura que “ao longo dos 55 anos da sua existência, o Programa Nacional de Vacinação robusteceu os seus resultados de excelência a nível nacional e internacional” reforçando que o sucesso destes resultados “deve-se ao empenho e dedicação dos profissionais de saúde e à confiança que os cidadãos continuam a depositar no PNV”. 

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Editorial | Gil Correia
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É quase esquizofrénico no mesmo mês em que se discute a carência de Médicos de Família no SNS empurrar, por decreto, os doentes que recorrem aos Serviços de Urgência (SU) hospitalares para os Centros de Saúde. A resolução do problema das urgências em Portugal passa necessariamente pelo repensar do sistema, do acesso e de formas inteligentes e eficientes de garantir os cuidados na medida e tempo de quem deles necessita. Os Cuidados de Saúde Primários têm aqui, naturalmente, um papel fundamental.