Estudo conclui que mais de metade dos inquiridos considera a sua saúde boa ou muito boa

O estudo nacional “A Saúde dos Portugueses: Um BI em Nome Próprio” concluiu que 52% dos inquiridos maiores de idade considera o seu estado de saúde como bom ou muito bom.

Segundo as conclusões do estudo, que teve como consultora científica a presidente do Conselho Disciplinar da Ordem dos Médicos, Maria do Céu Machado, 52% dos inquiridos, com mais de 18 anos, avaliam o seu estado de saúde como “bom” ou “muito bom”, enquanto que 31% o consideram “razoável” e apenas 17% dizem ser “pouco saudável”, conforme comunicado enviado.

Partindo de dois indicadores, “a saúde que se tem”, que avalia o atual estado de saúde dos inquiridos, e “potência saúde”, que mede o esforço que fazem para manter ou melhorar o seu estado de saúde, o trabalho, realizado no âmbito dos 25 anos da Médis, concluiu ainda que quase metade dos inquiridos (46%) estão abaixo do nível médio da escala de empenho pessoal na promoção da saúde.

O estudo revela ainda que 41% dos inquiridos afirmam fazer um “esforço razoável” para a melhoria do seu estado de saúde, 21% um “esforço elevado” e 27% um esforço “baixo” ou “muito baixo”. A investigação concluiu igualmente que 55% dos inquiridos não acreditam que podem melhorar o seu estado de saúde.

A investigação também revela que as mulheres atribuem pior pontuação à sua saúde do que os homens, sendo que uma em cada cinco mulheres diz considerar-se “pouco ou muito pouco saudável”. Apesar de as mulheres referirem que “têm menos saúde”, são mais cuidadosas e dizem ter mais comportamentos “pró-saúde” do que os homens, estando mais propícias à adoção de comportamentos que melhorem a sua saúde.

No que respeita à Covid-19, 69% dos portugueses inquiridos afirmam que a pandemia não teve impacto na sua saúde. Relativamente aos doentes com doença grave, 30% refere que a pandemia prejudicou a sua saúde, nomeadamente por “piorar o acompanhamento médico de doenças ou problemas”. 

A saúde mental é outro tema abordado no estudo, sendo que, na amostra, 7% dos inquiridos tem uma doença mental diagnosticada. O estudo sugere que o número de pessoas que sofre com uma doença mental possa ser superior.

As conclusões foram debatidas, hoje, num encontro virtual que contou com um painel de especialistas da área de saúde e economia, constituído pela presidente do Conselho Disciplinar da Ordem dos Médicos, Maria do Céu Machado, pelo médico e ex-ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes e pelo economista, professor, ex-secretário de Estado da Indústria e ex-ministro da Economia, Augusto Mateus.

Crónicas de uma pandemia anunciada
Editorial | Jornal Médico
Crónicas de uma pandemia anunciada

Era 11 de março de 2020, quando a Organização Mundial de Saúde declarou o estado de Pandemia por COVID-19 e a organização dos serviços saúde, como conhecíamos até então, mudou. Reorganizaram-se serviços, redefiniram-se prioridades, com um fim comum: combater o SARS-CoV-2 e evitar o colapso do Serviço Nacional de Saúde, que, sem pandemia, já vivia em constante sobrecarga.

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