SPR alerta para o agravamento dos casos de osteoporose devido ao confinamento
DATA
10/05/2021 09:48:56
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Jornal Médico
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SPR alerta para o agravamento dos casos de osteoporose devido ao confinamento

A Sociedade Portuguesa de Reumatologia (SPR) alertou que os confinamentos prejudicaram a mobilidade de quem sofre de doenças músculo-esqueléticas e pioraram os casos de osteoporose, doença que afeta acerca de 800 mil portugueses.

 

A presidente da SPR, Helena Canhão, em declarações à agência Lusa, adiantou que os números de casos “terão aumentado não só pelo envelhecimento da população, mas também pelos confinamentos, durante os quais muitas pessoas deixaram de fazer o pouco exercício que habitualmente faziam, perdendo massa muscular e massa óssea”.

“Temos notado, por exemplo, nos idosos que faziam as suas compras, com o confinamento e com receio de serem contaminados, acabaram por ficar isolados. Em muitos casos a família ia levar a comida a casa, aliás, no primeiro confinamento até ficavam à porta”, explicou a especialista, acrescentando que com esta perda de massa muscular e massa óssea – “que é estimulada pelo exercício de carga, como caminhar “- os idosos caem mais.

A presidente da SPR esclareceu que, como a osteoporose, por si só, não provoca dor e se manifesta por fraturas, “às vezes as pessoas não fazem a ponte e não percebem a relação entre a fratura e a doença”.

Referiu ainda que nos idosos, como as pessoas já têm menor mobilidade, “estas fraturas limitam-nas ainda mais, pois obrigam muitas vezes os doentes a ficarem imóveis, na cama, e muitas acabam por morrer de outras complicações, como por exemplo as infeções respiratórias”.

Helena Canhão elucidou que “20% destes doentes morrem logo no pós-complicação da fratura e no primeiro ano de vida, quase metade acaba por falecer porque fica acamada e infeta e a maior parte delas não volta a ter a capacidade funcional e autonomia que tinha antes”.

A especialista recordou que o pico de massa óssea vai descendo com a idade, uma queda que é mais brusca nas mulheres na menopausa e, por isso defende uma primeira avaliação nesta altura (em pessoas saudáveis e sem problemas anteriores que aumentem o risco da doença).

“Se for uma pessoa com menopausa precoce, tiver tido anorexia ou se for fumador, tudo isto são fatores de risco para ter osteoporose mais cedo”, finalizou.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.