Hospitais vivem fase de acalmia depois de meses sob grande pressão
DATA
13/05/2021 11:19:08
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS


Hospitais vivem fase de acalmia depois de meses sob grande pressão

Os hospitais portugueses vivem agora uma fase de acalmia, depois de viverem meses de grande pressão e de registarem dezenas de mortes diárias, devido à pandemia da Covid-19.

O surgimento da pandemia deu origem à abertura de hospitais de campanha, à construção de unidades de cuidados intensivos (UCI), à transferência de doentes entre regiões e ao cancelamento de atividade assistencial aos doentes não-covid que está agora a ser recuperada. Hoje, a realidade vivida é diferente, conforme constatou a Lusa.

O hospital Santa Maria, que chegou a ter cerca de 400 internados, 70 deles em UCI, “a maior resposta a nível regional e nacional desde o início da pandemia”, tinha, na terça-feira, internados com Covid-19 oito doentes em enfermaria e oito em cuidados intensivos, segundo o Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN).

O Centro Hospitalar Universitário Lisboa Central (CHULC), que integra os hospitais S. José, Curry Cabral, Santa Marta, Capuchos, D. Estefânia e Maternidade Alfredo da Costa, tinha internados no domingo 18 doentes, três do quais em UCI.

De igual forma, o Hospital Fernando-Fonseca (Amadora-Sintra) tem hoje 10 doentes internados em enfermaria e um em cuidados intensivos, depois de seis dias sem nenhum internamento em UCI com Covid-19.

O Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental (CHLO), que engloba os hospitais S. Francisco Xavier, Egas Moniz e Santa Cruz, tem internados cinco doentes em enfermaria. O Hospital Garcia de Orta (HGO), em Almada, tinha internados na segunda-feira três doentes em enfermaria, com idades entre os 30 e 59 anos, a que acresciam três doentes na Unidade de Hospitalização Domiciliária.

A Norte, sem especificar em que unidades, o Centro Hospitalar e Universitário de São João (CHUSJ) indicou que na terça-feira estavam internados 12 doentes com Covid-19.

O Centro Hospitalar Universitário do Porto, que inclui o Hospital de Santo António, o Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNG/E), o Hospital Pedro Hispano, que pertence à Unidade Local de Saúde de Matosinhos (ULSM) e o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) registaram igualmente uma redução abrupta de internamentos.

Paralelamente, a Unidade Local de Saúde de Castelo Branco indicou à Lusa que no Hospital Amato Lusitano está apenas internado um homem em enfermaria.

Na ULS do Alentejo estão internados dois doentes em enfermaria e na Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo/Hospital de Beja estavam internadas na terça-feira duas pessoas em enfermaria com 52 e 90 anos, e nenhuma em cuidados intensivos.

MGF 2020-30: Desafios e oportunidades
Editorial | Gil Correia
MGF 2020-30: Desafios e oportunidades

Em março de 2020 vivemos a ilusão de que algumas semanas de confinamento nos libertariam para um futuro sem Covid-19. No resto do ano acreditámos que em 2021 a realidade voltaria. Mas, por definição, a crise é uma mudança de paradigma. O normal mudou. Importa que a Medicina Geral e Familiar se adapte e aproveite as oportunidades criadas. A Telemedicina, a desburocratização e um ambiente de informação, amigável flexível e unificado são áreas que me parecem fulcrais na projeção da MGF no futuro.

Mais lidas