Estudo do INSA alerta para redução de anticorpos três meses após infeção
DATA
18/05/2021 14:04:29
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Jornal Médico
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Estudo do INSA alerta para redução de anticorpos três meses após infeção

Um estudo coordenado pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) alerta para a redução de anticorpos contra o vírus SARS-CoV-2 três meses após a infeção e, além disso, defende a vacinação em pessoas anteriormente infetadas.

A segunda fase do Inquérito Serológico Nacional (ISN), realizado entre 1 de fevereiro e 31 de março de 2021, contou com a participação de 8.463 pessoas, com idades compreendidas entre 1 e 79 anos, conforme noticia a agência Lusa.

“Esta hipótese de decaimento dos anticorpos justifica a atual opção de vacinar as pessoas previamente infetadas por SARS-CoV-2, apesar desse decaimento ao longo do tempo e mesmo ausência de anticorpos detetáveis, poderem não corresponder a uma total ausência de proteção, dado o papel da memória imunitária e da manutenção de mecanismos de imunidade celular”, indica o documento.

O INSA defende que é necessário um melhor conhecimento da duração da imunidade pós-infeção e pós-vacinação, uma vez que o expectável aumento de pessoas imunes por via das vacinas deverá corresponder  uma redução dos anticorpos nas pessoas anteriormente infetadas.

“Os nossos resultados sugerem ainda que os indivíduos infetados por SARS-CoV-2 têm valores mais baixos de anticorpos do que os vacinados, à semelhança de resultados obtidos em ensaios clínicos (…), não sendo, no entanto, possível inferir quanto a diferenças no nível de proteção entre pessoas infetadas ou vacinadas. De qualquer modo, estes resultados suportam a opção de vacinação de pessoas previamente infetadas com SARS-CoV-2”, pode ler-se no documento.

O relatório antecipa também “um aumento progressivo da imunidade” com a execução do plano de vacinação.

Esta segunda fase do ISN deu continuidade ao primeiro inquérito serológico realizado entre maio e julho de 2020.

Governação Clínica
Editorial | Joana Romeira Torres
Governação Clínica

O Serviço Nacional de Saúde em Portugal foi criado e cresceu numa matriz de gestão napoleónica, baseada numa forte regulamentação, hierarquização e subordinação ao poder executivo, tendo como objeto leis e regulamentos para reger a atividade de serviços públicos no geral, existindo ausência de regulamentação relativa à sua articulação com os serviços sociais e económicos.

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