Covid-19: APMGF considera que doentes recuperados, com sequelas, podem tornar-se grupo de risco
DATA
18/05/2021 16:42:25
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Jornal Médico
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Covid-19: APMGF considera que doentes recuperados, com sequelas, podem tornar-se grupo de risco

O presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), Nuno Jacinto, admite que os doentes recuperados de infeção pelo novo coronavírus, mas com sequelas, podem passar a ser um grupo de risco e devem ter um acompanhamento próximo.

 

“Estes doentes que tiveram uma infeção Covid-19 e mantêm sintomas vão, provavelmente, ter de ser considerados mais um grupo vulnerável ou de risco que temos de vigiar”, adverte Nuno Jacinto, em entrevista à Agência Lusa, sublinhando as muitas dúvidas que ainda pairam sobre esta faceta da pandemia.

O líder dos médicos de família portugueses reconhece que a área das sequelas da infeção pelo vírus SARS-CoV-2 “é uma zona muito cinzenta”, sobre a qual Portugal “não tem ainda orientações totalmente definidas”, no que toca à forma e à periodicidade com que os doentes devem ser seguidos.

Esclarece ainda que “pessoas relativamente novas, saudáveis, sem antecedentes relevantes, e que até tiveram uma doença ligeira, mantêm queixas passado todo este tempo e, em alguns casos, passaram, inclusive, por períodos de agravamento”.

Quando questionado sobre a possibilidade de queixas provenientes de ambiente não Covid, manifestadas por pessoas que descobrem que, eventualmente, os atuais sintomas derivam de uma infeção anterior não diagnosticada, Nuno Jacinto não exclui o cenário e deixa uma interrogação.

“Existe essa hipótese de o vírus provocar alguma condição que tenha impacto no futuro noutro órgão ou sistema que não só o respiratório. A grande questão é perceber como fazer a ligação a uma eventual infeção prévia”, finaliza o presidente da APMGF.

Governação Clínica
Editorial | Joana Romeira Torres
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