Retoma da atividade assistencial deve otimizar situações de doentes com anemia
DATA
19/05/2021 16:05:20
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Jornal Médico
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Retoma da atividade assistencial deve otimizar situações de doentes com anemia

Seis entidades da área da saúde defenderam que uma das estratégias de retoma da atividade assistencial é a otimização de situações de doentes com anemia, que ficaram atrasadas em consequência da pandemia da COVID-19.

Segundo a Lusa, a reivindicação é subscrita pelo Anemia Working Group Portugal, pelas associações de administradores hospitalares, de cirurgia ambulatória e de imuno-hemoterapia e pelas sociedades portuguesas de anestesiologia e de cirurgia, que consideram ser este momento “adequado para definir e implementar estratégias que visem uma retoma efetiva da atividade assistencial”.

Em 2020, houve menos 1,2 milhões de consultas, uma redução de atividade que foi também extensível às cirurgias, com uma descida de 126 mil face a um volume de 704 mil intervenções realizadas em 2019, conforme adiantam os subscritores da carta.

Os mesmos responsáveis dão nota de que, ao garantir um eficiente consumo de sangue, haverá uma melhor gestão das reservas disponíveis, o que permitirá o agendamento atempado das intervenções cirúrgicas necessárias.

Relativamente ao contexto pré-operatório, a atempada otimização do doente anémico terá impacto positivo nos resultados da cirurgia, levando a um menor número de complicações, menos transfusões, menor morbilidade e, consequentemente, menor mortalidade.

“Com esta gestão, é expectável diminuir 51,2% as transfusões, mais de 10% os internamentos e 37,2% os reinternamentos, apresentando também uma redução de custos (mortalidade, internamento, consultas) de 6,3%, o que perfaz uma poupança de um valor estimado em cerca de 67,7 milhões de euros”, adianta ainda a carta.

Governação Clínica
Editorial | Joana Romeira Torres
Governação Clínica

O Serviço Nacional de Saúde em Portugal foi criado e cresceu numa matriz de gestão napoleónica, baseada numa forte regulamentação, hierarquização e subordinação ao poder executivo, tendo como objeto leis e regulamentos para reger a atividade de serviços públicos no geral, existindo ausência de regulamentação relativa à sua articulação com os serviços sociais e económicos.

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