COVID-19: Ordem dos Médicos alerta para quebra do desempenho dos centros de saúde
DATA
28/05/2021 16:32:27
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Jornal Médico
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COVID-19: Ordem dos Médicos alerta para quebra do desempenho dos centros de saúde

A Ordem dos Médicos alertou para a quebra do índice de desempenho global na generalidade dos centros de saúde. Esta quebra é atribuída à deslocação dos clínicos para funções relacionadas com a COVID-19.

“Durante a pandemia, nós verificámos que a grande maioria das unidades diminuiu o índice de desempenho global. Na maior parte dos centros de saúde, o índice de desempenho global baixou muito, algumas dezenas de pontos, fruto da pandemia”, adiantou à Lusa o presidente do conselho regional do Sul da Ordem dos Médicos, Alexandre Valentim Lourenço.

A OM está agora a realizar um conjunto de visitas, com o objetivo de averiguar as razões concretas desta diminuição do desempenho das unidades de saúde familiares (USF) durante a pandemia.

“Se este indicador diminuiu, sabendo nós que os médicos de família e os centros de saúde estão a trabalhar imenso, estamos a perceber que esses médicos estão a fazer muitas funções que não eram próprias dos centros de saúde”, adiantou Alexandre Valentim Lourenço.

“Em vez de haver médicos e enfermeiros contratados para os centros de vacinação, são os centros de saúde que fornecem os médicos e os enfermeiros e continua a haver médicos deslocados para o atendimento a doença respiratória”, avançou.

De acordo com o presidente do conselho regional do Sul da OM, o desempenho destas funções ligadas à pandemia faz com que os médicos de família “não tenham tempo para vigiar a diabetes, a hipertensão, fazer os rastreios de cancros e atender adequadamente o planeamento familiar”.

“Estas doenças vão ser diagnosticadas tardiamente e em fase mais avançada”, alertou Alexandre Valentim Lourenço.

Governação Clínica
Editorial | Joana Romeira Torres
Governação Clínica

O Serviço Nacional de Saúde em Portugal foi criado e cresceu numa matriz de gestão napoleónica, baseada numa forte regulamentação, hierarquização e subordinação ao poder executivo, tendo como objeto leis e regulamentos para reger a atividade de serviços públicos no geral, existindo ausência de regulamentação relativa à sua articulação com os serviços sociais e económicos.

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