CFP reforça que COVID-19 tornou ainda mais urgente a reforma do sistema de saúde
DATA
01/06/2021 16:23:25
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Jornal Médico
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CFP reforça que COVID-19 tornou ainda mais urgente a reforma do sistema de saúde

O estudo do Conselho de Finanças Públicas (CFP) sobre a “Evolução do Desempenho do Serviço Nacional de Saúde em 2020” demonstra que a COVID-19 teve um grande impacto na redução da atividade assistencial. E reforçou a necessidade de se avançar para reformas do sistema de saúde.

O CFP alerta, em comunicado enviado, que “a menor atividade de consultas médicas presenciais refletiu-se negativamente no acompanhamento adequado dos utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS), com particular incidência na redução da capacidade de diagnóstico precoce, de resposta atempada na doença aguda e de seguimento regular de quem vive com doenças crónicas, acarretando riscos acrescidos para o estado de saúde da população e para a eficácia e eficiência da resposta global do SNS”.

Apesar de em 2020 ter existido um reforço de verbas para combate à pandemia, manteve-se o padrão de subfinanciamento do SNS. Nesse sentido, o CFP defende a necessidade de criação de “medidas que visem acautelar a sua solidez financeira futura, a qual deverá passar pela estabilidade e previsibilidade dos recursos financeiros a alocar e pela implementação de mecanismos de controlo da despesa que reforcem a racionalidade, o rigor e a autonomia responsável na gestão do SNS”.

O Conselho Estratégico Nacional da Saúde da Confederação Empresarial de Portugal (CENS/CIP) revê-se nesta análise. E reitera a urgência de se tomarem medidas estruturais em prol da sustentabilidade do sistema e do aumento do acesso dos cidadãos aos cuidados de saúde.

Governação Clínica
Editorial | Joana Romeira Torres
Governação Clínica

O Serviço Nacional de Saúde em Portugal foi criado e cresceu numa matriz de gestão napoleónica, baseada numa forte regulamentação, hierarquização e subordinação ao poder executivo, tendo como objeto leis e regulamentos para reger a atividade de serviços públicos no geral, existindo ausência de regulamentação relativa à sua articulação com os serviços sociais e económicos.

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