Estudo revela que portugueses se preocupam com a saúde digestiva mas poucos consultam especialistas
DATA
01/06/2021 16:49:09
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Jornal Médico
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Estudo revela que portugueses se preocupam com a saúde digestiva mas poucos consultam especialistas

A Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG) promoveu um estudo realizado pela agência de estudos de mercado Multidados, em que, maioritariamente, os portugueses revelam estar atentos à sua saúde digestiva, o que contrasta com o indicador de que apenas 29% consultou um especialista.

“A maioria dos inquiridos revela um cuidado geral com a saúde digestiva (99% dos inquiridos) e as implicações da mesma na saúde global”, conclui o estudo, que pretendeu avaliar o conhecimento dos portugueses sobre esta patologia. No entanto, apenas 29% visitaram um especialista e, deste universo, 49% fê-lo há mais de três anos, o que a SGP considera “um dado alarmante, tendo em conta que as doenças do aparelho digestivo são uma causa de morte das mais relevantes em Portugal”.

Relativamente ao impacto que a pandemia de COVID-19 causou, 57% apontou o aumento dos níveis de stresse e 69% afirmou que este período foi responsável pelo atraso na realização de exames de diagnóstico.

“Estes exames são fundamentais para a monitorização da saúde digestiva, como endoscopias e colonoscopias. É, por isso, urgente retomar a atividade, continuar a promover a sensibilização à população sobre a prevenção e não permitir que a situação atrase o diagnóstico destas doenças, particularmente aquelas do domínio oncológico”, salienta a SPG.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da SPG, Rui Tato Marinho, assinalou que um em cada três portugueses sofre de doença digestiva e que a preocupação da população com estas doenças ficou mostrada na análise.

“As pessoas têm noção de que têm aparelho digestivo”, aparelho esse “extremamente complexo, com seis órgãos e que está muito presente no dia a dia dos portugueses”, disse o gastrenterologista.

Os resultados mostram também “uma preocupação muito grande com as doenças graves do aparelho digestivo, nomeadamente os cancros, e as não graves, como prisão de ventre, diarreia”, sublinhou.

Mas, devido à pandemia, em abril de 2020, houve uma quebra de 90% na realização dos exames não urgentes, um atraso que foi “brutal” e que se tem tentado recuperar.

“Vai haver dificuldade, mas temos de trabalhar em equipa”, disse Tato Marinho, lembrando que também houve doentes que tiveram, e ainda têm, medo de ir ao hospital com receio de se infetarem com o novo coronavírus. “Mas, à medida que vamos estando vacinados e que os serviços se vão reorganizando, e equipando até com aparelhos novos”, o presidente da SPG espera dar novo impulso à referida lista de espera.

O estudo foi realizado entre 27 de março e 13 abril de 2021, com base numa amostra de 1.500 pessoas, com idades entre os 18 e os 75 anos.

#sejamestrelas
Editorial | António Luz Pereira
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Ciclicamente as capas dos jornais são preenchidas com o número de novos médicos. Por instantes todos prestam atenção aos números. Sim, para muitos são apenas números. Para nós, são colegas que se decidiram pelo compromisso com os utentes nas mais diversas áreas. Por isso, queremos deixar a todos, mas especialmente aqueles que abraçaram este ano a melhor especialidade do Mundo uma mensagem: “Sejam Estrelas”.

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