Associações de doenças neurológicas assinam protocolo para partilha de serviços

A Alzheimer Portugal, a Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson (APDPk), a Associação Portuguesa de Esclerose Lateral Amiotrófica (APELA), a MiGRA Portugal - Associação Portuguesa de Doentes com Enxaqueca e Cefaleias e a Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla (SPEM), assinam hoje um protocolo de cooperação e partilha de serviços. O acordo pretende estreitar relações institucionais, partilhar informação, promover eventos conjuntos e capacitar profissionais.

Para o presidente da SPEM, Alexandre Guedes da Silva, “a necessidade de chegar a mais pessoas, de partilhar conhecimento e boas-práticas, ser mais eficiente, sempre com foco nas pessoas cuidadas e apoiando quem cuida, leva-nos a esta iniciativa que, sem aumento de custos, com continuidade na melhoria e grande dedicação, une-nos na obrigação de contribuir para a eficiência de apoiarmos mais e a eficácia de o fazer racionalizando recursos.”

Numa ótica de otimização das respetivas capacidades instaladas e de utilização eficiente de recursos, estas cinco entidades parceiras comprometem-se a acolher os associados/utentes das restantes para lhes prestar informações, formação, apoio social e vários serviços clínicos.

“É de extrema importância a colaboração e a união entre associações, que permitirá melhorar o apoio prestado aos doentes neurológicos e contribuir para tornar as doenças neurológicas uma prioridade. Unindo esforços e trabalhando em conjunto, poderemos fazer mais e melhor pelos doentes e pelos seus familiares”, frisa a presidente da MiGRA Portugal, Madalena Plácido.

Em concordância, a presidente da APDPk, Ana Botas, considera que “partilhar informações e potenciais recursos é fundamental para melhorar a qualidade de vida das pessoas com doenças neurológicas e seus familiares.”

A presidente da direção nacional da Alzheimer Portugal, Manuela Morais, e a diretora executiva da APELA, Teresa Moreira, estão igualmente satisfeitas com esta colaboração, acreditando que, com a união de esforços e a colaboração de todos para um fim comum, será possível lutar pelos direitos destes doentes de uma forma mais capaz e sustentável.

MGF 2020-30: Desafios e oportunidades
Editorial | Gil Correia
MGF 2020-30: Desafios e oportunidades

Em março de 2020 vivemos a ilusão de que algumas semanas de confinamento nos libertariam para um futuro sem Covid-19. No resto do ano acreditámos que em 2021 a realidade voltaria. Mas, por definição, a crise é uma mudança de paradigma. O normal mudou. Importa que a Medicina Geral e Familiar se adapte e aproveite as oportunidades criadas. A Telemedicina, a desburocratização e um ambiente de informação, amigável flexível e unificado são áreas que me parecem fulcrais na projeção da MGF no futuro.

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