Grupo liderado por português identifica proteína que pode desbloquear imunoterapia contra o cancro
DATA
04/06/2021 16:24:00
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Jornal Médico
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Grupo liderado por português identifica proteína que pode desbloquear imunoterapia contra o cancro

Uma proteína que ajuda os tumores a escaparem ao sistema imunológico e, em certos tipos de cancro, está associada a uma menor probabilidade de sobrevivência, foi identificada por um grupo de investigadores liderados pelo português Caetano Reis e Sousa. 

O estudo, publicado hoje, na revista Cell, “identifica uma proteína que está presente no plasma sanguíneo e também é expelida por células cancerosas, a ‘gelsolina segregada’, que interfere na resposta do sistema imunológico, bloqueando um recetor dentro das células dendríticas”, pode ler-se em nota enviada. 

“A interação entre as células tumorais, o ambiente envolvente e o sistema imunológico é um quadro complexo. E embora as imunoterapias tenham revolucionado a forma como certos tipos de cancro são tratados, ainda há muito a perceber sobre quem tem maior probabilidade de beneficiar”, disse o autor e líder de grupo do Laboratório de Imunobiologia de Crick, Caetano Reis e Sousa.

A equipa analisou dados clínicos e amostras de pacientes com 10 tipos diferentes de cancro e descobriu que “indivíduos com cancro de fígado, cabeça e pescoço e estômago, que têm níveis mais baixos dessa proteína nos seus tumores, tinham maiores probabilidades de sobrevivência”. 

O mecanismo que, até então, era desconhecido vem abrir novos caminhos para o desenvolvimento de medicamentos que aumentem o número de pacientes, com diferentes tipos de cancro, a beneficiar de imunoterapias.

O trabalho baseia-se na investigação do grupo liderado pelo português da equipa em biologia celular dendrítica e a forma como o sistema imunitário responde à presença de uma infeção ou ao desenvolvimento de um tumor. 

MGF 2020-30: Desafios e oportunidades
Editorial | Gil Correia
MGF 2020-30: Desafios e oportunidades

Em março de 2020 vivemos a ilusão de que algumas semanas de confinamento nos libertariam para um futuro sem Covid-19. No resto do ano acreditámos que em 2021 a realidade voltaria. Mas, por definição, a crise é uma mudança de paradigma. O normal mudou. Importa que a Medicina Geral e Familiar se adapte e aproveite as oportunidades criadas. A Telemedicina, a desburocratização e um ambiente de informação, amigável flexível e unificado são áreas que me parecem fulcrais na projeção da MGF no futuro.

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