Ordem dos Médicos quer critérios de gravidade e cobertura vacinal na matriz de risco
DATA
07/06/2021 12:10:16
AUTOR
Jornal Médico
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Ordem dos Médicos quer critérios de gravidade e cobertura vacinal na matriz de risco

A Ordem dos Médicos (OM) manifestou-se apreensiva relativamente às mudanças na matriz de risco que fundamenta as novas fases de desconfinamento e defende a inclusão de critérios de gravidade e da cobertura vacinal.

Na sequência da divulgação das novas fases de desconfinamento e da evolução epidemiológica recente, o bastonário, Miguel Guimarães, e o Gabinete de Crise para a COVID-19 da OM defendem que deve voltar a ser incluído o indicador da transmissibilidade e que a taxa de positividade dos testes e critérios de gravidade devem ser considerados, assim como os internamentos em enfermaria e cuidado intensivos, a evolução temporal e os óbitos. Além disso, sugerem a introdução da cobertura vacinal (taxa por grupo etário, 1.ª toma e esquema completo) e do impacto da circulação das novas variantes do vírus.

Em concordância com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), a OM sugere o controlo rigoroso (testagem e quarentena) à entrada do País de todos os viajantes com estadia em locais de risco para as novas variantes, o alargamento da vacinação a toda a população adulta e a programação da vacinação da população pediátrica (<18 anos) para antes do início da próxima época escolar.

A OM considera, por outro lado, incompreensível “a utilização exclusiva de valores de incidência de novos casos por 100 mil habitantes, nos últimos 14 dias, para fundamentar as medidas de desconfinamento”, como os horários de funcionamento da restauração e a lotação de espaços públicos.

“A realização periódica, massiva e alargada de rastreios populacionais, centrados nos não vacinados”. E diz que Portugal deve “aproveitar a presidência europeia para definir critérios uniformes de desconfinamento na União, nomeadamente a implementação com a maior celeridade do passaporte vacinal a aplicar, igualmente, aos residentes em território nacional”.

MGF 2020-30: Desafios e oportunidades
Editorial | Gil Correia
MGF 2020-30: Desafios e oportunidades

Em março de 2020 vivemos a ilusão de que algumas semanas de confinamento nos libertariam para um futuro sem Covid-19. No resto do ano acreditámos que em 2021 a realidade voltaria. Mas, por definição, a crise é uma mudança de paradigma. O normal mudou. Importa que a Medicina Geral e Familiar se adapte e aproveite as oportunidades criadas. A Telemedicina, a desburocratização e um ambiente de informação, amigável flexível e unificado são áreas que me parecem fulcrais na projeção da MGF no futuro.

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