Reportadas cerca de 6.700 suspeitas de reações adversas a vacinas em Portugal
DATA
07/06/2021 14:40:27
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Jornal Médico
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Reportadas cerca de 6.700 suspeitas de reações adversas a vacinas em Portugal

O INFARMED – Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde quantifica quase 6.700 suspeitas de reações adversas às vacinas contra a COVID-19 registadas em Portugal. Segundo o regulador, foram comunicados 44 casos de morte de idosos com várias doenças, mas não está demonstrada a relação causa-efeito.

“Os casos de morte ocorreram em pessoas com uma mediana de idades de 81 anos e não pressupõem necessariamente a existência de uma relação causal com a vacina administrada, uma vez que podem também decorrer dos padrões normais de morbilidade e mortalidade da população portuguesa”, refere o INFARMED.

De acordo com o seu mais recente relatório, até final de maio foram notificadas “6.995 reações adversas, a maior parte (68,3%) referentes à vacina da Pfizer/BioNtech, com 4.782 casos, seguindo-se 1.509 casos relacionados com a vacina surgindo depois registos reportados às vacinas da AstraZeneca (Vaxzevria), com 1.509, à vacina da Moderna, com 387, e à vacina da Janssen, com 17 casos”.

O INFARMED frisa que “a notificação no âmbito do Sistema Nacional de Farmacovigilância não pressupõe necessariamente a existência de uma relação causal com a vacina administrada” e que a vacinação contra a COVID-19 “é a intervenção de saúde pública mais efetiva para reduzir o número de casos de doença grave e morte originados por esta pandemia”.

Os dados apresentados demonstram que por cada 1.000 doses administradas foram comunicadas 1,21 reações no caso da Pfizer (Comirnaty), 1,24 no caso da AstraZeneca (Vaxzevria), 0,74 no caso da Moderna e 0,16 no caso da Janssen.

Das reações registadas, 3.957 referem-se a casos não graves (59,1%) e 2.738 a casos graves (40,9%), assinala o INFARMED, salientando que a maior parte (90%) das reações adversas a medicamentos classificadas como graves se reporta a “casos de incapacidade, maioritariamente temporária”.

As 10 reações mais notificadas apontam para casos de reação no local de injeção (3.250), dores musculares ou nas articulações (3.007), dores de cabeça (1.964), febre (1.800), astenia, fraqueza ou fadiga (1.123), náuseas (773), tremores (687), alterações/aumento dos gânglios (569), eritema/eczema ou erupção (481) e parestesias (400), ou seja, sensação de formigueiro ou picadas.

MGF 2020-30: Desafios e oportunidades
Editorial | Gil Correia
MGF 2020-30: Desafios e oportunidades

Em março de 2020 vivemos a ilusão de que algumas semanas de confinamento nos libertariam para um futuro sem Covid-19. No resto do ano acreditámos que em 2021 a realidade voltaria. Mas, por definição, a crise é uma mudança de paradigma. O normal mudou. Importa que a Medicina Geral e Familiar se adapte e aproveite as oportunidades criadas. A Telemedicina, a desburocratização e um ambiente de informação, amigável flexível e unificado são áreas que me parecem fulcrais na projeção da MGF no futuro.

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