Médicos de Saúde Pública pedem cautela à população
DATA
14/06/2021 16:36:58
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Jornal Médico
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Médicos de Saúde Pública pedem cautela à população

A Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública (ANMSP) apelou hoje à população para ter alguma cautela nas celebrações familiares, recordando que a vacina contra a COVID-19 “não é 100% eficaz” e que a “pandemia ainda não acabou”.

Continua a verificar-se “uma incidência em crescendo, com particular destaque na região de Lisboa e Vale do Tejo (LVT), que não podemos ignorar”, advertiu o presidente da ANMSP, Ricardo Mexia, em declarações à agência Lusa.

O especialista adiantou que, com o aumento da cobertura vacinal, as pessoas sentem cada vez mais confiança, contudo, disse, “a vacina não é 100% eficaz”, podendo haver pessoas que podem desenvolver a doença mesmo vacinadas.

“O propósito das vacinas é evitar a doença grave e a morte”, sublinhou, explicando que as pessoas suscetíveis de eventualmente ter situações “mais benignas da doença”, mas isso não impede que a possam transmitir.

“Apesar de já podermos, e bem, realizar várias atividades, convém que tenhamos algumas cautelas nesse contexto, para evitarmos que a situação se degrade e que haja eventualmente mais casos junto da nossa família e dos nossos amigos”, faz notar Ricardo Mexia, pelo que “é fundamental” que as pessoas tenham cautela nestes eventos, fazendo, por exemplo, um teste à COVID-19 antes de se juntarem, uma medida que diz “poder ajudar a identificar um caso” potencialmente gerador de “eventuais cadeias de transmissão”.

O epidemiologista salientou a importância de não descurar as medidas de proteção individual, como o distanciamento físico, evitar as aglomerações, manter uma boa higienização das mãos e o uso da máscara.

Por outro lado, também é necessário estar atento às “variantes de interesse” do coronavírus SARS-CoV-2, como é o caso da Delta, identificada pela primeira vez na Índia, que podem ser “mais transmissíveis e mais severas”.

Ricardo Mexia destacou que existem “duas ferramentas” que podem ajudar à retoma da vida “dita normal”: a vacinação e os testes para interromper cadeias de transmissão.

MGF 2020-30: Desafios e oportunidades
Editorial | Gil Correia
MGF 2020-30: Desafios e oportunidades

Em março de 2020 vivemos a ilusão de que algumas semanas de confinamento nos libertariam para um futuro sem Covid-19. No resto do ano acreditámos que em 2021 a realidade voltaria. Mas, por definição, a crise é uma mudança de paradigma. O normal mudou. Importa que a Medicina Geral e Familiar se adapte e aproveite as oportunidades criadas. A Telemedicina, a desburocratização e um ambiente de informação, amigável flexível e unificado são áreas que me parecem fulcrais na projeção da MGF no futuro.

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