APMGF pretende maior articulação entre profissionais de saúde

O presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), Nuno Jacinto, faz notar que as unidades dos cuidados de saúde primários (CSP) do Serviço Nacional de Saúde (SNS) não podem ser deixadas sozinhas, sendo necessária uma maior articulação com os profissionais dos hospitais.

Em declarações à agência Lusa, Nuno Jacinto clarificou que este “é um desígnio nacional, uma tarefa prioritária, razão pela qual, estar só e apenas entregue aos CSP e aos centros de saúde vai fazer com que se resolva um problema criando outro. Temos a vacinação a correr, mas não temos os centros de saúde a funcionar como todos gostaríamos”.

De acordo com o dirigente associativo, a solução pode passar pela contratação de profissionais fora dos centros de saúde. E por uma “maior articulação” com as instituições privadas de saúde.

“Os profissionais dos CSP muito dificilmente conseguirão recuperar o atraso assistencial se não forem adotadas medidas extraordinárias”, argumenta o presidente da APMGF.

“Estamos ainda muito longe de conseguir fazer uma retoma total da nossa atividade, porque continuamos deslocados para a vacinação e, nos locais onde vai havendo mais casos, quer positivos quer suspeitos, continuam a ser os colegas das unidades a fazerem vigilância através do Trace-COVID e dos contactos telefónicos de todos estes utentes”, justificou.

MGF 2020-30: Desafios e oportunidades
Editorial | Gil Correia
MGF 2020-30: Desafios e oportunidades

Em março de 2020 vivemos a ilusão de que algumas semanas de confinamento nos libertariam para um futuro sem Covid-19. No resto do ano acreditámos que em 2021 a realidade voltaria. Mas, por definição, a crise é uma mudança de paradigma. O normal mudou. Importa que a Medicina Geral e Familiar se adapte e aproveite as oportunidades criadas. A Telemedicina, a desburocratização e um ambiente de informação, amigável flexível e unificado são áreas que me parecem fulcrais na projeção da MGF no futuro.

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