Portugueses consideram que o SNS tem respondido de forma eficaz à pandemia

A maioria dos portugueses (73,2%) dá nota positiva ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) pela forma eficaz como tem respondido à pandemia. No entanto, cerca de um quarto dos utentes (24,7%) afirma ter deixado de recorrer, pelo menos uma vez, ao SNS por sentir receio de se deslocar a um hospital ou centro de saúde.

Segundo dados do Índice de Saúde Sustentável, estudo desenvolvido pela NOVA Information Management School (NOVA-IMS) e hoje apresentado na 9.ª Conferência AbbVie|DN|TSF, durante a pandemia a satisfação e confiança dos portugueses no SNS aumentou em todos os parâmetros avaliados. É no internamento que os utentes manifestam maior satisfação e confiança, mas o maior aumento registou-se no atendimento de urgência (+2.6 pontos na satisfação e +5.3 pontos na confiança).

O índice que avalia a sustentabilidade do SNS registou uma descida dos 101.7 para os 83.9 pontos devido ao efeito da pandemia. Contudo, o estudo estima que, sem o efeito da COVID-19, o índice de sustentabilidade registaria o valor mais elevado desde a sua criação, em 2014: 103.6 pontos.

“Em 2020 houve uma queda muito acentuada de atividade nos hospitais, com a pandemia a consumir muitos recursos e a gerar despesa adicional. Algo inevitável e que naturalmente se reflete na queda do índice de sustentabilidade. Como aspeto positivo, de realçar a redução do deficit (-15%) mesmo neste contexto difícil e o aumento da qualidade percecionada do SNS”, justifica o professor da NOVA-IMS e coordenador principal do projeto, Pedro Simões Coelho.

O estudo Índice de Saúde Sustentável procura ainda compreender os contributos económicos e não económicos do SNS, conhecer o impacto dos respetivos custos de utilização e identificar pontos fortes e fracos do serviço, bem como possíveis áreas prioritárias de atuação.

MGF 2020-30: Desafios e oportunidades
Editorial | Gil Correia
MGF 2020-30: Desafios e oportunidades

Em março de 2020 vivemos a ilusão de que algumas semanas de confinamento nos libertariam para um futuro sem Covid-19. No resto do ano acreditámos que em 2021 a realidade voltaria. Mas, por definição, a crise é uma mudança de paradigma. O normal mudou. Importa que a Medicina Geral e Familiar se adapte e aproveite as oportunidades criadas. A Telemedicina, a desburocratização e um ambiente de informação, amigável flexível e unificado são áreas que me parecem fulcrais na projeção da MGF no futuro.

Mais lidas