FNAM critica Governo no combate à pandemia
DATA
21/06/2021 14:01:34
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Jornal Médico
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FNAM critica Governo no combate à pandemia

A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) faz eco do que considera ser a “apatia” no planeamento da resposta à COVID-19 e responsabiliza o Governo pelas consequências do agravamento da pandemia na Área Metropolitana de Lisboa (AML).

“O Governo é o único responsável pelas consequências que o agravamento da situação pandémica no País venha a ter sobre o Serviço Nacional de Saúde [SNS] e a vida dos cidadãos”, pode ler-se em nota enviada às redações, na qual a FNAM assinala ainda que, face ao período entre janeiro e março deste ano, as “equipas de saúde pública, médicos de família, médicos hospitalares ou intensivistas, não só não foram reforçados, como em muitos locais estas equipas contam com menos elementos”.

Apesar de reconhecer que o aumento do número de casos de COVID-19 não deverá agora ter um reflexo tão visível na mortalidade, a FNAM alertou, porém, para o impacto na atividade não-COVID e para a exaustão dos profissionais de saúde após mais de um ano de combate à pandemia.

“Desde o início do ano que se aguarda um verdadeiro reforço do SNS, nomeadamente com a abertura urgente de concursos: não foi ainda aberto o concurso extraordinário para colocação de médicos que não tiveram acesso à especialidade, nem o concurso para colocação de recém-especialistas, e vários médicos contratados no contexto da pandemia não permaneceram no SNS e/ou não sabem se terão essa possibilidade”, refere ainda o comunicado.

A plataforma sindical apela à urgência de adoção de medidas com vista à fixação dos médicos no SNS e de defesa do setor público de saúde “o pilar indispensável do combate à pandemia”.

Governação Clínica
Editorial | Joana Romeira Torres
Governação Clínica

O Serviço Nacional de Saúde em Portugal foi criado e cresceu numa matriz de gestão napoleónica, baseada numa forte regulamentação, hierarquização e subordinação ao poder executivo, tendo como objeto leis e regulamentos para reger a atividade de serviços públicos no geral, existindo ausência de regulamentação relativa à sua articulação com os serviços sociais e económicos.

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