Estudo português avalia impacto da pandemia na rotina dos jovens em três países
DATA
22/06/2021 16:46:48
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Jornal Médico
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Estudo português avalia impacto da pandemia na rotina dos jovens em três países

Um trabalho de investigação envolvendo jovens de Portugal, Egito e Turquia mostrou que a pandemia da COVID-19 teve “um forte impacto nas suas rotinas quotidianas e nos seus planos de viagens futuras”, anunciou a Universidade de Coimbra (UC).

 

A referida pesquisa, publicada no International Journal of Tourism Cities, revela que “os jovens portugueses são os que menos aceitam as medidas restritivas impostas pelo Governo”.

Em comunicado, a investigadora principal do estudo e docente da Faculdade de Letras da UC, Cláudia Seabra, dá nota de que este trabalho “fornece um novo e importante caso de estudo transcultural sobre a influência dos comportamentos relativos às medidas de segurança nas rotinas diárias e planos futuros das gerações mais jovens residentes em três mercados turísticos recetores muito importantes na região mediterrânica”.

De uma forma global, o estudo conclui que a pandemia teve um forte impacto nas perceções de segurança na vida quotidiana dos jovens residentes nos três países. “Existe uma opinião unânime sobre a urgência de alteração das suas rotinas diárias e planos futuros de viagem, tal como a crença de que cidadãos e turistas são vítimas potenciais da doença”, reitera a investigadora, citada pela UC. E acrescenta que “os resultados provam também que, ainda assim, os portugueses sentem-se menos nervosos com a ameaça, em comparação com turcos e egípcios”.

Sobre a questão restritiva, os jovens dos três países concordam, em geral, com as imposições. Embora, destaca Cláudia Seabra, as medidas adotadas tenham conhecido “impactos diferentes nos millennials e geração Z (nascidos entre 1980 e 1994, e 1995 e 2015, respetivamente) dos três países”.

De acordo com o estudo, os residentes na Turquia apresentam níveis de concordância mais elevados e preocupam-se mais com a doença do que os egípcios e os portugueses. Em contrapartida, os portugueses “sentem-se menos confortáveis com as medidas restritivas porque estão menos preocupados com a doença”, detalha a investigadora, salientando que “este facto confirma a existência de padrões de descuido e uma certa dificuldade em aceitar o distanciamento social que os jovens europeus têm de enfrentar nos dias de hoje”.

No que diz respeito às limitações ou impedimento de entrada de estrangeiros no nosso País, a investigadora aponta que “os jovens turcos apresentam níveis de aceitação superiores aos portugueses ou egípcios”. Observando o caso em Portugal, provavelmente esse sinal inverso poderá ser explicado pelo “facto de estas gerações, durante a sua vida, nunca terem testemunhado o encerramento das fronteiras do seu país”.

Cláudia Seabra defende a aposta “numa comunicação específica adaptada” a este universo jovem que acredita que poderá contrair a COVID-19, ainda que demonstre “uma baixa preocupação com a doença e dificuldades em aceitar algumas medidas de restrição” pelo impacto que tem na sua vida social.

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