Campanha alerta para a devida atenção às dores de costas persistentes

“Controlar o Monstro” é o nome da campanha conjunta da Novartis, da Associação Nacional de Espondilite Anquilosante (ANEA), da Liga Portuguesa Contra as Doenças Reumáticas (LPCDR) e da Sociedade Portuguesa de Reumatologia (SPR), que pretende alertar para os sintomas da espondilartrite axial, doença fortemente associada a dores nas costas inflamatórias e crónicas.

A iniciativa recorre à metáfora do monstro para ilustrar visualmente o impacto que os sintomas causam nos doentes, relevando os sinais que se deve ter em atenção.

“O confinamento associado à pandemia representou para muitas pessoas menor atividade física, maior sedentarismo e adoção de más posturas. Temos observado com maior frequência dores articulares e musculares de carácter mecânico. Porém, é necessário estar alerta para os sintomas e sinais de doenças reumáticas inflamatórias que podem ocorrer em qualquer idade e, se não diagnosticadas, tornar-se crónicas e incapacitantes”, sublinha a presidente da SPR, Helena Canhão.

O sinal de alerta mais comum é a dor nas costas há três ou mais meses consecutivos, de ritmo inflamatório; ou seja, uma dor que teve um início lento, que melhora com o exercício, mas agrava ou não melhora em repouso, podendo, por vezes, levar a despertares noturnos na segunda metade da noite. Este é um sinal que surge normalmente antes dos 45 anos de idade. Além disso, os doentes são suscetíveis, também, de experienciar uma rigidez na coluna quando acordam, o que limita os seus movimentos durante cerca de 30 minutos.

Por seu turno, o presidente da ANEA, José Gomes da Silva, realça que esta doença “é um monstro que tem várias ‘manias’ e gosta que se sinta a sua presença” e, por isso mesmo, “é que é tão importante aprender a controlar”.

Em termos de expectativas, a presidente da LPCDR, Elsa Mateus, partilha a esperança de que, com esta campanha, “seja possível diagnosticar a espondilartrite axial mais rapidamente, já que entre os primeiros sintomas e o diagnóstico decorrem, em média, cerca de sete anos. Uma intervenção atempada e adequada ajudará a diminuir o enorme impacto desta doença e a melhorar a qualidade de vida das pessoas por ela afetadas.”

De forma a partilhar informação relevante sobre esta patologia, foi criada uma página no Instagram ­— @Conheceromonstro — na qual passam a estar disponíveis, com atualizações regulares, informações sobre a campanha e a doença.

Governação Clínica
Editorial | Joana Romeira Torres
Governação Clínica

O Serviço Nacional de Saúde em Portugal foi criado e cresceu numa matriz de gestão napoleónica, baseada numa forte regulamentação, hierarquização e subordinação ao poder executivo, tendo como objeto leis e regulamentos para reger a atividade de serviços públicos no geral, existindo ausência de regulamentação relativa à sua articulação com os serviços sociais e económicos.

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