Ordem dos Médicos do Centro preocupada com recusa de testes à SARS-CoV-2
DATA
25/06/2021 12:56:33
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Jornal Médico
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Ordem dos Médicos do Centro preocupada com recusa de testes à SARS-CoV-2

O presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM), Carlos Cortes, manifestou preocupação face à recusa de utentes em realizar o teste à SARS-CoV-2 e de não indicarem o contacto das pessoas de risco com quem estiveram.

Em declarações à agência Lusa, o responsável da SRCOM alertou para o “aumento gradual do número de infeções”, que resulta, segundo em suas palavras, do “desleixo e desresponsabilização das pessoas”.

O especialista lamentou que se verifique a recusa das pessoas em fazer o teste, “numa postura indiferente e perigosa,” bem como a não indicação dos contactos de risco. E foi crítico em relação às “mensagens de alguns altos responsáveis políticos que não são adequadas” ao contexto pandémico em Portugal, defendendo uma atenção “redobrada nos cuidados que se devem continuar a ter, como a higienização, o porte de máscara e o distanciamento”.

Após reunião com a direção do Agrupamento de Centros de Saúde do Pinhal Litoral, que integra os concelhos da Batalha, Leiria, Marinha Grande, Pombal e Porto de Mós, o dirigente constatou que se realizaram “mais 20 mil consultas” neste ano, entre janeiro e maio, num total de 77 mil.

Carlos Cortes realçou igualmente a focalização na retoma das consultas não-COVID. Até 20 de junho, registou-se, inclusive, um aumento de 14 mil consultas, comparativamente ao período homólogo de 2020. “Passaram de 134 mil para 148 mil”, revelou.

Em visita ao centro de vacinação de Leiria, no estádio municipal, o presidente da SRCOM elogiou o seu funcionamento, assinalando que se está a inocular uma “média de mil pessoas por dia”, com 22% da população do concelho já com a vacinação completa.

Entretanto, Carlos Cortes voltou a reforçar a necessidade de o Ministério da Saúde autorizar os médicos reformados e outros que também já se disponibilizaram para apoiar a vacinação. Medida essa que permitirá “libertar os médicos de família para onde são precisos, ou seja, dar consultas presencialmente aos seus doentes”.

O dirigente esteve ainda reunido com o presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar de Leiria (CHL) a quem pediu que “colabore” e se “criem sinergias” com os cuidados de saúde primários.

“Percebi que há essa proximidade”, mas a OM pode ter um papel no âmbito da informação relevante junto da população, “para que utilize adequadamente os cuidados de saúde”, concluiu.

Governação Clínica
Editorial | Joana Romeira Torres
Governação Clínica

O Serviço Nacional de Saúde em Portugal foi criado e cresceu numa matriz de gestão napoleónica, baseada numa forte regulamentação, hierarquização e subordinação ao poder executivo, tendo como objeto leis e regulamentos para reger a atividade de serviços públicos no geral, existindo ausência de regulamentação relativa à sua articulação com os serviços sociais e económicos.

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