Universidade de Aveiro cria kit para treinar o olfato
DATA
30/06/2021 15:55:58
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Jornal Médico
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Universidade de Aveiro cria kit para treinar o olfato

Um grupo de investigação da Universidade de Aveiro (UA) concebeu um kit para recuperação de desvios olfativos em pacientes de COVID-19, revelou fonte académica. 100% vegetal, destina-se, em particular, a pacientes afetados pelo vírus.

 

O Kit “TOP COVID” foi concebido por investigadores da UA em parceria com a Sogrape, a partir de produtos naturais portugueses e subprodutos de agroindústrias. “Numa primeira instância, a utilização do kit resultará num ensaio clínico que vai permitir à comunidade médica e científica fazer história, ao apoiar os setores de atividade mais impactados pela perda de olfato, bem como criar uma base de conhecimento para o futuro”, explica uma nota de imprensa daquela universidade.

O kit constituído por cinco discos de aromas naturais, criados a partir de matérias-primas 100% vegetais e sem qualquer tipo de conservante. Pó de alecrim, pó de casca de tangerina com pó de bagaço de uva da casta Baga, pó de bagaço de uva da casta Touriga Nacional com grãos de erva doce, pó de gengibre com pó de bagaço de Baga e folhas de orégãos são os produtos selecionados. A Sogrape, parceira do projeto, contribui com o seu know-how na análise de aromas, bem como com o fornecimento dos elementos vegetais que compõem o kit, com destaque para uvas de uma casta presente em muitos vinhos portugueses, a já citada Touriga Nacional.

“As perturbações do olfato têm um impacto direto na qualidade de vida, principalmente para quem tem neste sentido o seu principal instrumento de trabalho, como é o caso dos enólogos, mas também dos Chefs ou dos perfumistas”, salienta a nota de imprensa.

Segundo Sílvia Rocha, professora do Departamento de Química e líder do grupo de investigação da UA, “é fundamental compreender que tipo de moléculas libertadas pelos discos de aromas são mais eficazes na recuperação do olfato ou se o seu impacto é igual nos diferentes tipos de desvios olfativos”. “Este conhecimento, que pode ser criado pela combinação de diferentes domínios de informação, é crucial para o desenvolvimento de futuras estratégias de intervenção no contexto clínico”, argumenta.

Numa primeira fase, foram produzidos 100 kits, doados ao Centro Hospitalar do Baixo Vouga, que irá agora avaliar, através da realização de um ensaio clínico, em colaboração com a UA, a sua eficácia “no treino de estimulação e regeneração do epitélio olfativo em indivíduos com comprovada perda olfativa e/ou com desvios olfativos resultantes da infeção pela COVID-19”.

Governação Clínica
Editorial | Joana Romeira Torres
Governação Clínica

O Serviço Nacional de Saúde em Portugal foi criado e cresceu numa matriz de gestão napoleónica, baseada numa forte regulamentação, hierarquização e subordinação ao poder executivo, tendo como objeto leis e regulamentos para reger a atividade de serviços públicos no geral, existindo ausência de regulamentação relativa à sua articulação com os serviços sociais e económicos.

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