Ordem dos Médicos deixa alertas perante o agravamento da pandemia
DATA
02/07/2021 15:21:01
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Jornal Médico
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Ordem dos Médicos deixa alertas perante o agravamento da pandemia

Com a pandemia a trazer dificuldades acrescidas aos hospitais, comprometendo, entre outras prioridades, a recuperação de consultas e cirurgias em atraso, o bastonário da Ordem dos Médicos (OM) deixa vários alertas.

Em entrevista à Antena 1, Miguel Guimarães disse que a situação é de crise, mas, por agora, ainda não de catástrofe. E, embora as taxas de ocupação de internamentos por COVID-19, nos hospitais de Lisboa, “já estão perto do limite estabelecido nos atuais planos de contingência”.

O bastonário reafirmou a necessidade de reforçar o número de profissionais no Serviço Nacional de Saúde (SNS) para fazer frente a uma situação que exige recuperação. E, excetuando o ano de 2019, questionou: “Qual foi o mês, de 2001 a 2020, em que se produziram mais consultas presenciais, cirurgias, etc (…)? Nenhum! Para recuperar, não tenho de fazer o que fazia em 2019; tenho de fazer mais 20, 30%”, explicou. “Enquanto os hospitais não estiverem libertos para (…) a sua atividade completamente normal, vamos ter sempre alguma dificuldade em evoluir no processo de recuperação de consultas e cirurgias”, asseverou Miguel Guimarães reiterou ser, adiantando que existem 1.500 médicos de família dedicados à vacinação, “que não estão a ver doentes”.

Para o bastonário, necessário manter as regras básicas de saúde pública, bem como acelerar o processo de vacinação. “Só conseguiremos fazer face aos problemas sociais e económicos que atravessamos quando resolvermos o problema da saúde”, argumentou.

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