COVID-19: OM defende medidas alternativas ao confinamento
DATA
06/07/2021 12:44:18
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Jornal Médico
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COVID-19: OM defende medidas alternativas ao confinamento

O bastonário da Ordem dos Médicos (OM) defendeu hoje que há medidas alternativas ao confinamento que devem ser usadas para travar a pandemia. Refere-se a “regras mais restritas”, para que as pessoas as cumpram, a uma fiscalização efetiva e nova matriz de risco.

Quando confrontado com o aumento do número de casos na região de Lisboa e Vale do Tejo, “o Governo tomou algumas medidas restritivas para a Grande Lisboa ao fim de semana”, como proibir a circulação para dentro e fora da região, o fecho dos restaurantes mais cedo, “mas não serviu para conter a infeção porque “a variante Delta já está espalhada pelo país”, afirmou Miguel Guimarães, em declarações à agência Lusa.

Provavelmente “nem precisaríamos de ter confinado Lisboa. Temos é que começar a impor regras mais restritas através da educação das pessoas, para que cumpram as normas da Direção-Geral da Saúde”, defendeu o bastonário da OM, relembrando que a máscara é necessária, assim como “algumas regras apertadas” para eventos com mais pessoas, para que tenham de fazer um teste rápido de antigénio.

“Há um conjunto de ferramentas (…) para a economia continuar a funcionar e para protegermos a saúde e isso começa pela matriz [de risco]”. A esse propósito avançou que "dentro de pouco tempo", a OM vai ter uma "matriz já pronta a funcionar" e considerando "vários parâmetros" porque, entretanto, a situação mudou.

No seu entender, é preciso apelar às pessoas para se vacinarem. “Dar uma ajuda à ‘task force’ através de instituições de áreas completamente diferentes, do desporto, da cultura, etc”, no sentido de “motivarem (…) um conjunto grande de pessoas que não estão a ser vacinadas” , sejam as que recusam por SMS, sejam as que não aparecem após convocatória do SNS, representando “um número elevadíssimo”, disse.

O bastonário faz notar que o fecho das escolas para férias pode ser “uma ajuda grande” nesta altura, devido à variante Delta, “muito mais contagiosa”. Resulta daí que, para se atingir a imunidade de grupo, a percentagem de pessoas vacinadas terá que, muito provavelmente, ultrapassar os 90%.

Impõe-se, assim, “uma forma de atuar diferente” daquela que o País teve nas outras “fases agudas” da epidemia, não sendo de equacionar “grande medidas de confinamento, que neste momento podem não ser propriamente benéficas em termos globais”, sustenta Miguel Guimarães.

Governação Clínica
Editorial | Joana Romeira Torres
Governação Clínica

O Serviço Nacional de Saúde em Portugal foi criado e cresceu numa matriz de gestão napoleónica, baseada numa forte regulamentação, hierarquização e subordinação ao poder executivo, tendo como objeto leis e regulamentos para reger a atividade de serviços públicos no geral, existindo ausência de regulamentação relativa à sua articulação com os serviços sociais e económicos.

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