CHUP instala tecnologia de ablação tumoral por laser para tratar cancro e epilepsia
DATA
13/07/2021 14:18:25
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Jornal Médico
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CHUP instala tecnologia de ablação tumoral por laser para tratar cancro e epilepsia

O Centro Hospitalar Universitário do Porto (CHUP) é o primeiro hospital público em Portugal a instalar a tecnologia de ablação tumoral por laser para indicações oncológicas e tratamento de epilepsia. E é, também, o único hospital público no Norte do País a utilizar um sistema de 2D/3D permitindo operar a coluna e o crânio ao comando de um GPS.

 

“Somos o único hospital público do País que oferece uma solução integrada aos doentes, com tecnologia e software específicos para cada necessidade cirúrgica”, explica o neurocirurgião e diretor do Serviço de Neurocirurgia do CHUP, Alfredo Calheiros, sublinhando que, deste modo, é proporcionado “o acesso de todos os doentes a tecnologia que permite a realização de procedimentos mais eficientes, seguros e com menos tempo de recuperação”.

O CHUP adianta em comunicado que, com este sistema, “a energia do laser é aplicada (…) através de uma cânula de fibra ótica colocada no alvo esterotaxicamente, (…) forma minimamente invasiva de intervenção cirúrgica que usa um sistema de coordenadas tridimensional para localizar pequenos alvos no interior do corpo e para executar nestes alguma atividade”. Ao fornecer a luz através da cânula, a temperatura na área alvo começa a subir e o tecido mole indesejado é destruído.

Este é um procedimento guiado por ressonância magnética (RM), para uma ablação em tempo real precisa e controlada e de uma forma minimamente invasiva. Resulta daí que “os doentes costumam regressar a casa no dia seguinte, sendo que as cicatrizes são mínimas face a um procedimento aberto”.

“Este é um investimento que temos feito para beneficiar doentes, possibilitando uma recuperação mais rápida e dando-lhes maior segurança” e para ajudar os médicos, uma vez que esta medicina de precisão se traduz em maior segurança e rapidez, e o hospital, que, consequentemente, regista um aumento da eficiência na gestão de recursos, nomeadamente os internamentos pós-operatórios”, salienta Alfredo Calheiros.

O diretor do Serviço de Neurocirurgia do CHUP reitera, ainda, que “tudo isto mostra a importância do investimento em saúde no setor público, garantindo o acesso de todos os doentes a procedimentos mais eficientes e seguros”. Este Centro Hospitalar Universitário conta já com “várias vitórias que o transformam num exemplo a seguir na área da neurocirurgia em hospitais públicos”, conferindo-lhe robustez na resposta a diferentes indicações neurocirúrgicas de crânio e coluna. E procurando “a maior segurança, experiência para o doente e resultados clínicos”.

Urgências no SNS – só empurrar o problema não o resolve
Editorial | Gil Correia
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É quase esquizofrénico no mesmo mês em que se discute a carência de Médicos de Família no SNS empurrar, por decreto, os doentes que recorrem aos Serviços de Urgência (SU) hospitalares para os Centros de Saúde. A resolução do problema das urgências em Portugal passa necessariamente pelo repensar do sistema, do acesso e de formas inteligentes e eficientes de garantir os cuidados na medida e tempo de quem deles necessita. Os Cuidados de Saúde Primários têm aqui, naturalmente, um papel fundamental.