Tratamentos para a hepatite C diminuíram mais de 60% em 2020
DATA
14/07/2021 14:04:25
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Jornal Médico
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Tratamentos para a hepatite C diminuíram mais de 60% em 2020

A Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF) anunciou que os tratamentos realizados para a hepatite C diminuíram 62,5%, no ano passado, em consequência de uma quebra no número de pedidos.

“A pandemia de COVID-19 teve um impacto significativo ao nível do diagnóstico atempado da hepatite C, mas também do seu tratamento, registando-se uma quebra de 4.488 tratamentos pedidos em 2019 para 1.682 tratamentos no ano de 2020”, revela o presidente da APEF, José Presa, citado em nota enviada à agência Lusa.

Devido à diminuição dos tratamentos para a hepatite C, o presidente da APEF sublinhou a importância do diagnóstico precoce para evitar os problemas associados ao não tratamento da hepatite, que podem levar à morte.

Deixar de tratar as hepatites B e C “implicará a evolução para cirrose hepática, e em alguns casos, o desenvolvimento de carcinoma hepatocelular. A cada 30 segundos, morre uma pessoa por doença relacionada com as hepatites. Desta forma, o diagnóstico precoce e o consequente tratamento são vitais”, defende José Presa.

Contextualizando o tema, os vírus da hepatite causam uma inflamação do fígado, que pode desaparecer espontaneamente ou progredir para fibrose (cicatrizes), cirrose ou cancro do fígado e são a causa mais comum de hepatite no mundo. A doença pode também ser causada por substâncias como álcool ou certos medicamentos, e por doenças autoimunes.

Existem cinco tipos de hepatite virais: a hepatite A é sempre uma doença aguda a curto prazo, as hepatites B, C e D têm maior probabilidade de se tornarem contínuas e crónicas; e a hepatite E é geralmente aguda, e pode ser particularmente perigosa em mulheres grávidas.

O tratamento também varia consoante o tipo de hepatite: no caso de infeção aguda o paciente passa por privação do agente em causa, repouso e dieta, já em situação crónica o tratamento é feito com medicamentos específicos que impedem a multiplicação do vírus.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) apelou, em maio de 2021, para a realização dos testes gratuitos e confidenciais de VIH, hepatites e infeções sexualmente transmissíveis, no âmbito da Semana Europeia do Teste de Primavera 2021.

Segundo os dados da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed), em Portugal, desde 2015 até 1 de julho de 2020, foram autorizados 27.239 tratamentos para a hepatite C e iniciados 26.006. A taxa de cura mantém-se nos 97%, com 15.909 doentes curados e 572 não curados.

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Editorial | António Luz Pereira
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