CHUC iniciou programa de doação de órgãos em paragem circulatória
DATA
14/07/2021 17:06:07
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS


CHUC iniciou programa de doação de órgãos em paragem circulatória

O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) realizou na passada segunda-feira, 12 de julho, pela primeira vez, a colheita de dois rins provenientes de um dador de órgãos em paragem circulatória.

Em nota enviada, o CHUC explica que, embora a colheita desta tipologia de órgãos constitua ali uma novidade, o menos não acontece em relação a órgãos colhidos em dadores num quadro de morte cerebral, uma prática corrente naquele hospital.

A doação de órgãos em paragem circulatória foi iniciada em Portugal no final de 2016, no Centro Hospitalar Universitário de São João (CHSJ), no Porto, com extensão do programa, em 2017, ao Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte e Lisboa Central (CHLN).

Atividade integrada, a referida doação de órgãos em paragem circulatória envolve a articulação de várias valências. “Tudo começa com as equipas da medicina pré-hospitalar, da responsabilidade do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), que alertam as equipas de serviço no CHUC perante um caso potencialmente elegível. Após a admissão no Serviço de Urgência, os casos são avaliados e validados pela equipa multidisciplinar”, refere o médico intensivista e coordenador hospitalar de doação (CHD), Eduardo Sousa.

O mesmo responsável descreve que “em todo o processo participam profissionais do serviço de urgência, medicina intensiva, equipa de oxigenação por membrana extracorporal (ECMO), anestesiologia, cirurgiões das equipas de colheitas de órgãos e transplantação, serviço de sangue e medicina transfusional, serviço de patologia clínica e gabinete coordenador de colheitas e transplantação”.

Pode ler-se no comunicado que há fatores fundamentais na viabilização dos órgãos, como o recurso a “equipamentos de oxigenação por circulação extracorporal, habitualmente utilizados no suporte de doentes que necessitam de ECMO”.

Eduardo Sousa finaliza referindo que, “perante a escassez de órgãos para transplante face às necessidades”, a doação desta tipologia (órgãos em paragem circulatória) pode constituir “um acréscimo de oferta e um contributo para que mais vidas possam ser salvas”.

MGF 2020-30: Desafios e oportunidades
Editorial | Gil Correia
MGF 2020-30: Desafios e oportunidades

Em março de 2020 vivemos a ilusão de que algumas semanas de confinamento nos libertariam para um futuro sem Covid-19. No resto do ano acreditámos que em 2021 a realidade voltaria. Mas, por definição, a crise é uma mudança de paradigma. O normal mudou. Importa que a Medicina Geral e Familiar se adapte e aproveite as oportunidades criadas. A Telemedicina, a desburocratização e um ambiente de informação, amigável flexível e unificado são áreas que me parecem fulcrais na projeção da MGF no futuro.

Mais lidas