COVID-19: Testes comparticipados disponíveis em mais de 300 farmácias e laboratórios
DATA
15/07/2021 10:26:48
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Jornal Médico
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COVID-19: Testes comparticipados disponíveis em mais de 300 farmácias e laboratórios

Os testes rápidos de antigénio (TRAg), no âmbito do regime que prevê a comparticipação do Estado a 100% no respetivo preço, estão disponíveis em 218 farmácias e 87 laboratórios de Portugal continental, anunciou o Ministério da Saúde.

“Os TRAg de uso profissional comparticipados podem ser realizados em 218 farmácias e 87 laboratórios aderentes, uma lista dinâmica que se encontra em expansão à medida que mais estabelecimentos mostram disponibilidade para esta prestação (…)” em que “é requisito a inscrição na Entidade Reguladora da Saúde”, adiantou a mesma fonte à Agência Lusa.

Segundo o ministério, o pagamento destes testes às farmácias e laboratórios processa-se com base nas regras definidas para a comparticipação de medicamentos ou meios complementares de diagnóstico e terapêutica, com as necessárias adaptações.

“A SPMS [Serviços Partilhados do Ministério da Saúde] já concluiu o desenvolvimento de uma solução tecnológica de suporte ao sistema de monitorização e controlo e está agora em curso a adaptação pelas farmácias e laboratórios dos seus softwares de dispensa”, avançou aquela fonte, explicando que, para já, “vigora uma norma transitória” prevendo que a comparticipação se efetive “desde que a farmácia ou o laboratório estejam registados no SINAVElab [Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica]”.

De acordo com a Ordem dos Farmacêuticos (OF), 25 farmácias que aderiram à realização de testes rápidos de antigénio decidiram, entretanto, sair, devido a problemas informáticos que dificultam o trabalho dos profissionais.

Em declarações à Lusa, o presidente da secção regional do Sul e Regiões Autónomas da OF, Luís Lourenço, assegurou que os profissionais foram surpreendidos, a 30 de junho, com a comunicação de que entraria em vigor, logo no dia seguinte, o regime especial de comparticipação dos testes rápidos de antigénio para uso profissional realizados em farmácia comunitária.

“Os farmacêuticos foram apanhados de surpresa porque não foram informados”, atempadamente, “dessa intensão”, resultando daí que, “até ao ao dia de hoje, haja algumas limitações do ponto de vista de sistema informático, que esperemos que sejam ultrapassados, para ser possível a faturação deste serviço e a sua comparticipação pelo Serviço Nacional de Saúde”, concluiu Luís Lourenço.

MGF 2020-30: Desafios e oportunidades
Editorial | Gil Correia
MGF 2020-30: Desafios e oportunidades

Em março de 2020 vivemos a ilusão de que algumas semanas de confinamento nos libertariam para um futuro sem Covid-19. No resto do ano acreditámos que em 2021 a realidade voltaria. Mas, por definição, a crise é uma mudança de paradigma. O normal mudou. Importa que a Medicina Geral e Familiar se adapte e aproveite as oportunidades criadas. A Telemedicina, a desburocratização e um ambiente de informação, amigável flexível e unificado são áreas que me parecem fulcrais na projeção da MGF no futuro.

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