COVID-19: OM considera “fundamental” que DGS tome decisão sobre vacinação de crianças
DATA
15/07/2021 12:01:53
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Jornal Médico
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COVID-19: OM considera “fundamental” que DGS tome decisão sobre vacinação de crianças

O bastonário da Ordem dos Médicos (OM), Miguel Guimarães, classifica de “fundamental” que a Direção-Geral da Saúde (DGS) se decida relativamente ao vacinar ou não vacinar as crianças e os jovens.

“Penso que muito em breve a DGS vai tomar uma decisão sobre essa matéria, com base nos contributos dos peritos”, disse Miguel Guimarães, em declarações à agência Lusa.

A OM tem um representante no grupo de trabalho que já entregou um “documento provisório” relativo a esse dossiê, para “avaliação e aprovação” das autoridades competentes.

O presidente do Colégio da Especialidade de Pediatria, Jorge Amil Dias, afirmou que, no referido documento, estão presentes as “preocupações” da OM, “que devem ser consideradas e ponderadas na recomendação que a DGS vier a fazer”.

Para o bastonário, “a questão que se coloca”, desde já, “é se é ou não é necessário vacinar as crianças (…)”, considerando a pouca severidade da doença manifestada, até agora, neste universo da população. Seja como for, a vacinação para o grupo dos jovens (12 aos 17 anos) “também está a ser analisada”.

Acresce, neste contexto, que “as crianças são dos seres humanos que mais vacinas fazem”. E essa circunstância deixa antever, na reflexão de Miguel Guimarães, que a vacina contra a COVID-19, provavelmente, também ela, possa vir a integrar a vacinação infantil no futuro.

“Teoricamente, a vacina não terá nas crianças um efeito muito diferente daquele que terá nos adultos”, admite o bastonário, realçando que, “quanto mais depressa” se atingir a imunidade de grupo, “melhor para todos”.

MGF 2020-30: Desafios e oportunidades
Editorial | Gil Correia
MGF 2020-30: Desafios e oportunidades

Em março de 2020 vivemos a ilusão de que algumas semanas de confinamento nos libertariam para um futuro sem Covid-19. No resto do ano acreditámos que em 2021 a realidade voltaria. Mas, por definição, a crise é uma mudança de paradigma. O normal mudou. Importa que a Medicina Geral e Familiar se adapte e aproveite as oportunidades criadas. A Telemedicina, a desburocratização e um ambiente de informação, amigável flexível e unificado são áreas que me parecem fulcrais na projeção da MGF no futuro.

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