Número de crianças sem vacinas básicas aumentou com a pandemia
DATA
15/07/2021 14:37:53
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Jornal Médico
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Número de crianças sem vacinas básicas aumentou com a pandemia

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Unicef alertaram para o facto de cerca de 23 milhões de crianças terem ficado sem vacinas básicas em 2020 devido à pandemia, mais 3,7 milhões do que em 2019. As organizações temem o ressurgimento de várias doenças.

"Apesar de os países quererem pôr as mãos nas vacinas para a COVID-19, recuámos em outras vacinações, deixando as crianças em risco de doenças devastadoras que podem ser evitadas, como o sarampo, a poliomielite ou a meningite", afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus.

As agências da ONU recomendam que os programas de vacinação contra a COVID-19 tenham "planeamento e financiamento independentes" e que decorram "lado a lado e não com prejuízo dos serviços de vacinação infantil".

As maiores perturbações nos processos de vacinação em 2020, interrompidos por causa das restrições de movimento de populações e desvio de meios para atender às necessidades dos doentes com COVID-19, fizeram-se sentir nas zonas do sudeste asiático e Mediterrâneo oriental.

"A pandemia e as perturbações com ela relacionadas fizeram-nos perder terreno valioso e as consequências serão pagas em vidas e no bem-estar dos mais vulneráveis", assinalou a diretora executiva da Unicef, Henrietta Fore, notando que a COVID-19 "tornou pior uma situação que já era má".

Antes da pandemia, os níveis de vacinação global contra difteria, tétano, tosse convulsa, sarampo e poliomielite estavam, há vários anos, perto dos 86%. Um registo, ainda assim, abaixo dos 95% recomendados pela OMS para garantir proteção contra o sarampo, que é frequentemente a primeira doença a ressurgir quando as crianças não são vacinadas.

Avaliando o cenário atual, as organizações, numa mensagem dirigida a nível global, apelam aos países para que restabeleçam as campanhas e serviços de vacinação de forma a que as rotinas sejam retomadas.

MGF 2020-30: Desafios e oportunidades
Editorial | Gil Correia
MGF 2020-30: Desafios e oportunidades

Em março de 2020 vivemos a ilusão de que algumas semanas de confinamento nos libertariam para um futuro sem Covid-19. No resto do ano acreditámos que em 2021 a realidade voltaria. Mas, por definição, a crise é uma mudança de paradigma. O normal mudou. Importa que a Medicina Geral e Familiar se adapte e aproveite as oportunidades criadas. A Telemedicina, a desburocratização e um ambiente de informação, amigável flexível e unificado são áreas que me parecem fulcrais na projeção da MGF no futuro.

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