COVID-19: Infeção com o VIH aumenta risco de doença grave e morte
DATA
16/07/2021 10:27:10
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Jornal Médico
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COVID-19: Infeção com o VIH aumenta risco de doença grave e morte

Um trabalho de investigação realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) concluiu que a infeção por VIH aumenta o risco de COVID-19 grave e das suas formas mais severas, que podem levar à morte.

A OMS avança que, mesmo considerando outros fatores, designadamente a idade e até comorbilidades, os resultados do estudo, agora divulgado, revelam que a infeção pelo VIH "é um fator de risco significativo para as formas graves e críticas de COVID-19 no momento da hospitalização e para a mortalidade hospitalar".

Nesta pesquisa, que envolveu 15.500 pessoas infetadas pelo VIH e hospitalizadas por COVID-19 em 24 países, mais de um terço teve a forma grave ou crítica da doença causada pelo SARS-CoV-2 e perto de um quarto (23%) morreu no hospital.

A idade média dos doentes era 45,5 anos e quase a totalidade (92%) tomava medicação antirretroviral antes da hospitalização devido ao coronavírus.

Para a presidente da Sociedade Internacional da Sida (IAS – International AIDS Society), Adeeba Kamarulzaman, "o estudo realça a importância de incluir pessoas infetadas com o VIH nas populações prioritárias para a vacinação contra a COVID-19".

"A comunidade internacional deve fazer mais para garantir que os países fortemente afetados pelo VIH/sida tenham acesso imediato às vacinas contra a COVID-19. É inaceitável que menos de 3% [da população] do continente africano tenha recebido uma dose da vacina e menos de 1,5% duas doses", lamentou a responsável da IAS.

De acordo com o Programa das Nações Unidas para o VIH/sida (ONUSIDA), 37,6 milhões de pessoas, à escala global, viviam em 2020 com o vírus, das quais 27,4 milhões estavam em tratamento. Os medicamentos antirretrovirais permitem controlar a infeção, a ponto de tornar o VIH indetetável.

MGF 2020-30: Desafios e oportunidades
Editorial | Gil Correia
MGF 2020-30: Desafios e oportunidades

Em março de 2020 vivemos a ilusão de que algumas semanas de confinamento nos libertariam para um futuro sem Covid-19. No resto do ano acreditámos que em 2021 a realidade voltaria. Mas, por definição, a crise é uma mudança de paradigma. O normal mudou. Importa que a Medicina Geral e Familiar se adapte e aproveite as oportunidades criadas. A Telemedicina, a desburocratização e um ambiente de informação, amigável flexível e unificado são áreas que me parecem fulcrais na projeção da MGF no futuro.

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