Portugueses são os europeus que mais recorrem a consultas online em tempos de pandemia
DATA
16/07/2021 12:21:59
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Jornal Médico
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Portugueses são os europeus que mais recorrem a consultas online em tempos de pandemia

Portugal está mais recetivo à realização de consultas médicas online do que qualquer outro país da Europa, segundo os resultados do STADA Health Report 2021.

De acordo com a pesquisa, que incluiu 30 mil europeus em 15 países, quatro em cada cinco portugueses (79%) “conseguem imaginar-se a serem tratados por um médico através de teleconsulta, em caso de determinadas doenças menores ou secundárias; mais nenhum país se aproximou deste nível de aceitação”. A média europeia foi apenas de 57%.

Cerca de metade dos portugueses inquiridos destacou a vantagem da redução do tempo de viagem e espera, aproximando-se do dobro do valor médio do inquérito (25%). E um terço revelou-se preparado para dar uma oportunidade a esta dinâmica, dependendo da sua condição de saúde, número este um pouco acima da média (32%) dos outros países.

Noutra leitura, “menos de uma em cada 10 pessoas em Portugal rejeitaria uma consulta online, pois consideram a interação pessoal com o médico muito importante – este é um resultado muito mais baixo que o encontrado em qualquer outro país”, pode ler-se em nota enviada.

No que diz respeito à utilização das opções online para aconselhamento médico, “mais de um quinto (21%) dos portugueses afirma ter participado nos últimos meses em algumas consultas (…), não pessoalmente, mas (…) via telefone ou virtualmente”. Entretanto, perto de um quarto (23%) revela “ter cancelado ou adiado nos últimos meses check-ups médicos devido a restrições de contacto ou medo de infeção. A média global do report foi mais baixa, apresentando um valor de 18%”.

“Apesar de ser notável o facto de os portugueses estarem predispostos a experimentar novas abordagens de serviços de saúde, como consultas online, o aconselhamento pessoal por parte de profissionais (…), nomeadamente médicos e farmacêuticos, prevalece como essencial para enfrentar as limitações de diagnósticos e tratamentos que se evidenciam no período pós pandemia”, reforçou o diretor-geral da STADA em Portugal, Tiago Baleizão.

MGF 2020-30: Desafios e oportunidades
Editorial | Gil Correia
MGF 2020-30: Desafios e oportunidades

Em março de 2020 vivemos a ilusão de que algumas semanas de confinamento nos libertariam para um futuro sem Covid-19. No resto do ano acreditámos que em 2021 a realidade voltaria. Mas, por definição, a crise é uma mudança de paradigma. O normal mudou. Importa que a Medicina Geral e Familiar se adapte e aproveite as oportunidades criadas. A Telemedicina, a desburocratização e um ambiente de informação, amigável flexível e unificado são áreas que me parecem fulcrais na projeção da MGF no futuro.

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