COVID-19: Estudo indica que um terço de jovens hospitalizados teve complicações pós-alta
DATA
16/07/2021 15:00:58
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Jornal Médico
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COVID-19: Estudo indica que um terço de jovens hospitalizados teve complicações pós-alta

Quase um terço dos jovens entre os 19 e os 29 anos internados com COVID-19, antes de haver vacinas disponíveis, ficou com complicações de saúde que se manifestaram depois de obtida a respetiva alta médica, revela um estudo realizado no Reino Unido. Os problemas mais comuns verificam-se nos rins, sistema respiratório, cardiovascular, gastrointestinal, neurológico e fígado.

Publicada na revista médica The Lancet, a investigação debruçou-se sobre 73.197 adultos que haviam sido internados com COVID-19, 36.367 dos quais com sequelas na sua saúde identificadas pós-alta.

Os investigadores detetaram “uma alta prevalência de complicações em todos os grupos etários, com os homens de mais de 60 anos a serem os mais afetados”. Contudo, registaram-se também “problemas em adultos mais novos e sem complicações de saúde anteriores”: 27% das pessoas entre os 19 e os 29 anos e 37% na faixa dos 30-39. No penúltimo exemplo referido (idades 19-29), “em 13% dos casos os doentes saíram do hospital, mas sem capacidade de cuidarem de si, uma taxa que aumenta para 17% nas pessoas com (…) entre os 30 e os 39”, pode ler-se no estudo.

Os mais jovens internados representaram um pequeno universo da amostra: 1.500 entre os 19 e os 29 anos e 2.753 (30-39). Os casos, analisados em 302 hospitais, verificaram-se entre janeiro e agosto de 2020, antes de as vacinas estarem disponíveis e de serem detetadas novas variantes do SARS-CoV-2.

Ainda assim, os autores afirmam que as suas conclusões continuam a ser relevantes para contrariar a ideia de que a COVID-19 não apresenta riscos para os mais jovens.

MGF 2020-30: Desafios e oportunidades
Editorial | Gil Correia
MGF 2020-30: Desafios e oportunidades

Em março de 2020 vivemos a ilusão de que algumas semanas de confinamento nos libertariam para um futuro sem Covid-19. No resto do ano acreditámos que em 2021 a realidade voltaria. Mas, por definição, a crise é uma mudança de paradigma. O normal mudou. Importa que a Medicina Geral e Familiar se adapte e aproveite as oportunidades criadas. A Telemedicina, a desburocratização e um ambiente de informação, amigável flexível e unificado são áreas que me parecem fulcrais na projeção da MGF no futuro.

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