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IPO Lisboa aumenta consumo de componentes sanguíneos e tem dias com stock de plaquetas no limite

O Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil (IPO Lisboa) registou um aumento de consumo de componentes sanguíneos, devido a doentes graves que necessitam de transfusões.

“O IPO Lisboa tem doentes que realizam tratamentos que obrigam a um suporte transfusional importante, nomeadamente de glóbulos vermelhos e de plaquetas”, disse a diretora do Serviço de Imunohemoterapia, Dialina Brilhante, em resposta escrita à agência Lusa, acerca das reservas de sangue. E dado o curto prazo de validade das plaquetas, no máximo sete dias, a responsável explicou que o facto de haver menos dadores disponíveis em períodos de férias e feriados reflete-se sobretudo no stock de plaquetas.

“Nesta última semana, registámos um acréscimo de consumo de componentes sanguíneos”, justificado pelo número considerável de doentes graves em fases de tratamento “e, por isso, temos tido dias com o stock de plaquetas no limite”, adiantou a especialista.

“Felizmente, continuamos a ter agendamento de dádivas, mas também (…) desmarcações de dadores que têm sido convocados para fazer a vacina contra a COVID-19. Por outro lado, a pandemia obriga a adoção de medidas de segurança que criam algumas limitações”, assinalou a diretora do Serviço de Imunohemoterapia.

Entretanto, no seu site, o IPO Lisboa informa que as pessoas que receberam a vacina contra a COVID-19 terão de aguardar sete dias após a vacinação para doar sangue, caso não apresentem sintomas pós-vacinais.

No IPO, os dadores podem dar sangue total, plaquetas, plasma ou glóbulos vermelhos. E, ao fazer a sua dádiva, podem igualmente inscrever-se como dadores de medula.

Em Portugal, a prevalência do cancro está a aumentar e o número de doentes em tratamento no IPO Lisboa também. Por ano, são assistidos cerca de 14 mil novos utentes e estão em tratamento/acompanhamento mais de 57 mil doentes. Acrescem, ainda, mais de 36 mil sessões de quimioterapia e mais de 81 mil tratamentos de radioterapia.

Quanto ao cancro pediátrico, o IPO Lisboa recebe cerca de 200 novos casos por ano e tem 450 crianças em tratamento.

MGF 2020-30: Desafios e oportunidades
Editorial | Gil Correia
MGF 2020-30: Desafios e oportunidades

Em março de 2020 vivemos a ilusão de que algumas semanas de confinamento nos libertariam para um futuro sem Covid-19. No resto do ano acreditámos que em 2021 a realidade voltaria. Mas, por definição, a crise é uma mudança de paradigma. O normal mudou. Importa que a Medicina Geral e Familiar se adapte e aproveite as oportunidades criadas. A Telemedicina, a desburocratização e um ambiente de informação, amigável flexível e unificado são áreas que me parecem fulcrais na projeção da MGF no futuro.

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