Transplantação: Portugal como referência mundial sublinhada pela Ordem dos Médicos
DATA
20/07/2021 16:46:35
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS


Transplantação: Portugal como referência mundial sublinhada pela Ordem dos Médicos

A Ordem dos Médicos (OM) destacou a posição cimeira de Portugal na área da transplantação, a nível mundial, defendendo que a atividade no terreno seja “coordenada de forma criteriosa” para aumentar o número de transplantes bem-sucedidos.

No âmbito do Dia Nacional da Doação de Órgãos e da Transplantação, que se assinala hoje, o bastonário da OM sublinhou que Portugal ocupava, em 2020, a 11.ª posição do ranking mundial no número de transplantes por milhão de habitantes – e, melhor ainda, no caso específico dos transplantes hepáticos, o 6.º lugar. Miguel Guimarães reconhece que a pandemia teve grandes impactos nesta atividade, “mas agora estamos já em franca recuperação".

Entretanto, o número de transplantes realizados no primeiro semestre de 2021 teve “uma subida de 19% em relação ao período homólogo de 2020”, avança, em comunicado, a OM.

O bastonário destaca, ainda, que Portugal ocupa a 4.ª posição a nível mundial no que se refere à colheita de órgãos de dadores falecidos por milhão de habitantes, lembrando que o País foi pioneiro neste campo, nomeadamente com a criação do Registo Nacional de Não-Dadores (RENNDA).

“Neste dia especial e perante os dados divulgados, o IPST [Instituto Português do Sangue e da Transplantação], as equipas coordenadoras e as equipas de colheita e de transplante de órgãos estão de parabéns, honrando a Medicina portuguesa e tornando-a num exemplo além-fronteiras”, reforça Miguel Guimarães.

Os referidos dados mostram que os transplantes subiram no primeiro semestre do ano, sobretudo os cardíacos e os pulmonares, com um total de 369 órgãos transplantados até final de junho, mais 54 face a igual período do ano anterior.

Nos primeiros seis meses de 2021 houve um total de 163 dadores de órgãos (dadores falecidos e dadores vivos) e realizados 27 transplantes cardíacos, mais 12 do que em igual período do ano passado, 201 renais (mais 33), 99 hepáticos (mais 10) e 24 pulmonares (mais cinco).

Ainda assim, os transplantes pancreáticos baixaram relativamente ao período homólogo, com oito realizados no primeiro semestre deste ano (menos seis).

MGF 2020-30: Desafios e oportunidades
Editorial | Gil Correia
MGF 2020-30: Desafios e oportunidades

Em março de 2020 vivemos a ilusão de que algumas semanas de confinamento nos libertariam para um futuro sem Covid-19. No resto do ano acreditámos que em 2021 a realidade voltaria. Mas, por definição, a crise é uma mudança de paradigma. O normal mudou. Importa que a Medicina Geral e Familiar se adapte e aproveite as oportunidades criadas. A Telemedicina, a desburocratização e um ambiente de informação, amigável flexível e unificado são áreas que me parecem fulcrais na projeção da MGF no futuro.

Mais lidas