“Juntos pela Esclerose Múltipla” no Dia Mundial do Cérebro
DATA
22/07/2021 14:34:36
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Jornal Médico
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“Juntos pela Esclerose Múltipla” no Dia Mundial do Cérebro

Hoje é Dia Mundial do Cérebro. Razão bastante, no quadro das iniciativas nacionais alusivas à data, para acontecer em Coimbra o evento “Juntos pela Esclerose Múltipla” (EM), reunindo diferentes especialistas ligados a uma doença mais prevalente nas mulheres do que nos homens e que surge frequentemente em jovens adultos entre os 20 e os 40 anos. Só em Portugal, as pessoas que vivem com EM superam as oito mil.

António Freire Gonçalves, professor jubilado de Neurologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (UC) e presidente do Conselho Português para o Cérebro (CPC), esclarece, segundo nota enviada à agência Lusa, que o Dia Mundial do Cérebro é, em 2021, dedicado à esclerose múltipla (EM). E pretende traduzir, entre nós, o essencial de uma mensagem-chave universal: “chamar a atenção e fomentar o interesse do público (…) para a importância das questões ligadas ao conhecimento do cérebro” humano.

Promovida pelo CPC, a iniciativa “Juntos pela Esclerose Múltipla” envolve vários especialistas no âmbito desta patologia e, no plano institucional e científico, a Academia Sino-Lusófona da UC, a Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla (SPEM) e o Grupo de Estudos da Esclerose Múltipla (GEEM) da Sociedade Portuguesa de Neurologia.

De acordo com a informação publicada na página da SPEM, estamos perante “uma doença crónica, inflamatória e degenerativa, que afeta o sistema nervoso central. Surge frequentemente entre os 20 e os 40 anos de idade e tem maior incidência nas mulheres do que nos homens”, devendo sublinhar-se que “afeta particularmente a mielina (uma bainha que rodeia, alimenta, protege e isola eletricamente as extensões dos neurónios permitindo a rápida transmissão de impulsos)” e decorre de um erro do sistema imunitário “que leva a que a mielina seja considerada como um corpo estranho e seja atacada”.

Ainda de acordo com a SPEM, a EM “manifesta-se de diferentes formas, pelo que cada diagnóstico é único”.

MGF 2020-30: Desafios e oportunidades
Editorial | Gil Correia
MGF 2020-30: Desafios e oportunidades

Em março de 2020 vivemos a ilusão de que algumas semanas de confinamento nos libertariam para um futuro sem Covid-19. No resto do ano acreditámos que em 2021 a realidade voltaria. Mas, por definição, a crise é uma mudança de paradigma. O normal mudou. Importa que a Medicina Geral e Familiar se adapte e aproveite as oportunidades criadas. A Telemedicina, a desburocratização e um ambiente de informação, amigável flexível e unificado são áreas que me parecem fulcrais na projeção da MGF no futuro.

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