Sedentarismo e inatividade física causam cinco milhões de mortes por ano
DATA
22/07/2021 15:59:34
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Jornal Médico
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Sedentarismo e inatividade física causam cinco milhões de mortes por ano

A revista científica The Lancet alerta para o facto de o sedentarismo e a falta de exercício físico estarem relacionados com um maior risco de doenças. Estas práticas estão na origem de cinco milhões de mortes por ano a nível mundial.

Os autores dos estudos que caracterizaram este cenário, em artigo publicado naquela revista de referência, apelam a "uma ação imediata e urgente" dos decisores políticos, de forma a que seja dada prioridade à investigação e à implementação de medidas de saúde pública.

The Lancet sustenta que a falta de exercício físico regular está relacionada com um maior risco de contrair doenças cardiovasculares, diabetes e alguns tipos de cancro, e que os custos associados rondam os 54 mil milhões de dólares por ano, mais de metade pagos pelo erário público.

Os autores dos ensaios alinham alguns dados: 80% dos estudantes adolescentes não cumpre 60 minutos de atividade física diária recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), 25% está mais de três horas por dia sentado e 40% nunca vai a pé para a escola.

Lamentam, igualmente, que haja pouca investigação sobre a saúde mental relacionada com atividade física entre crianças e jovens, sabendo-se das elevadas taxas de sedentarismo: 60% dos rapazes e 56% das raparigas estão diariamente, pelo menos, duas horas em frente a um televisor.

É ainda sublinhada a situação das pessoas com incapacidades, que estão mais desprotegidas na prática de exercício físico, expostas, assim, a maiores riscos de saúde.

Para os investigadores citados na The Lancet, um mínimo de duas horas e meia de exercício físico semanal, já representa benefícios para a saúde cardiovascular, mental e muscular.

MGF 2020-30: Desafios e oportunidades
Editorial | Gil Correia
MGF 2020-30: Desafios e oportunidades

Em março de 2020 vivemos a ilusão de que algumas semanas de confinamento nos libertariam para um futuro sem Covid-19. No resto do ano acreditámos que em 2021 a realidade voltaria. Mas, por definição, a crise é uma mudança de paradigma. O normal mudou. Importa que a Medicina Geral e Familiar se adapte e aproveite as oportunidades criadas. A Telemedicina, a desburocratização e um ambiente de informação, amigável flexível e unificado são áreas que me parecem fulcrais na projeção da MGF no futuro.

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