COVID-19: Infarmed afasta, para já, necessidade de terceira dose da vacina
DATA
26/07/2021 17:24:14
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS



COVID-19: Infarmed afasta, para já, necessidade de terceira dose da vacina

A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) considera, por agora, não ser necessário o reforço da vacinação contra a COVID-19 com uma eventual terceira dose, no dia em que Espanha anunciou que vai avançar com a medida.

 

Num esclarecimento sobre a terceira dose e novos contratos de vacinas, o Infarmed argumenta que “a informação disponível até à data não permite concluir sobre a necessidade, e momento, de realização de reforço (...), prevendo-se, portanto, o esquema vacinal aprovado na Autorização de Introdução no Mercado atribuída pela Agência Europeia de Medicamentos [EMA]”.

O regulador, em conjunto com a Direção-Geral da Saúde (DGS), está “a acompanhar os dados técnico-científicos à medida que estes se encontram disponíveis, nomeadamente visando a ponderação, no Plano de Vacinação contra a COVID-19, da eventual necessidade de doses adicionais ao esquema aprovado para algumas populações mais vulneráveis”.

Para “acautelar uma possível terceira dose”, bem como “o desenvolvimento de vacinas adaptadas a novas variantes” deste coronavírus, Portugal tem “dois contratos estipulados, cujo volume de vacinas ultrapassa os 14 milhões, com os laboratórios BioNTech/Pfizer e Moderna”, acrescenta o Infarmed.

Adicionalmente, para 2023, o País contratualizou com o consórcio BioNTech/Pfizer mais de 10 milhões de vacinas.

Governação Clínica
Editorial | Joana Romeira Torres
Governação Clínica

O Serviço Nacional de Saúde em Portugal foi criado e cresceu numa matriz de gestão napoleónica, baseada numa forte regulamentação, hierarquização e subordinação ao poder executivo, tendo como objeto leis e regulamentos para reger a atividade de serviços públicos no geral, existindo ausência de regulamentação relativa à sua articulação com os serviços sociais e económicos.

Mais lidas