Bastonário da OM pede diplomacia europeia para a saúde
DATA
29/07/2021 16:56:38
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Jornal Médico
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Bastonário da OM pede diplomacia europeia para a saúde

Uma “diplomacia europeia para a saúde”, capaz de combater crises sanitárias e organizar recursos profissionais, é imperativo no pensamento do bastonário da Ordem dos Médicos (OM). Miguel Guimarães defendeu esse caminho na abertura da Conferência sobre o Futuro da Europa (CoFE), organizada em Lisboa pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros.

“Há um assunto muito delicado: neste momento, (…) falta (…) capital humano a nível europeu. As próprias instituições europeias têm reconhecido que temos um problema”. Portugal, destacou o bastonário da OM, vem dando “um grande contributo para a formação de profissionais de saúde, mas há vários países que não estão a cumprir o seu papel”.

“Isto está a criar grandes diferenças”, criticou Miguel Guimarães. “Ou seja, temos livre circulação de profissionais, mas era importante definir uma política comum nesta área”, defendeu.

E concretizou: “Precisamos de um centro europeu que possa congregar e ter autonomia para tomar decisões em matérias que estão relacionadas com eventos internacionais, como pandemias”. E isso passa, argumentou o orador, pela criação de “um gabinete de diplomacia” que garanta uma intervenção comum na área da saúde.

Miguel Guimarães fez questão de lembrar que a autonomia de instituições como o Centro Europeu de Controlo e Prevenção de Doenças é limitada, propondo a criação de um organismo, representado por ministros dos vários países, para que sejam criadas “políticas comuns de combate a pandemias ou situações do género”.

No quadro europeu, “é importante desenvolver (…) diplomacia em saúde”, permitindo à Europa, em conjunto, “tomar iniciativas a nível internacional no sentido de reforçar e ajudar outros países”, propôs o bastonário da OM.

Além de organizações da sociedade civil, a Conferência sobre o Futuro da Europa (CoFE) contou com a participação de representantes da Comissão de Assuntos Europeus da Assembleia da República, Conselho Económico e Social, Parlamento Europeu, Comissão Europeia, Associação Nacional de Municípios Portugueses e do Conselho Nacional de Juventude.

Investir na Saúde é também investir na Formação
Editorial | Carlos Mestre
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Em março de 2021 existia em Portugal continental um total de 898.240 pessoas sem Médico de Família (MF) atribuído, ou seja, 8,7% da população não tem um acompanhamento regular com todas as medidas preventivas e curativas inerentes ao papel do especialista em Medicina Geral e Familiar (MGF).

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