Hospital de Santarém: nova referência nacional no rastreio do cancro do colo do útero
DATA
30/07/2021 14:12:59
AUTOR
Jornal Médico
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Hospital de Santarém: nova referência nacional no rastreio do cancro do colo do útero

O Hospital Distrital de Santarém (HDS) passa a integrar o conjunto de unidades de referência unidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS) para o Programa de Rastreio do Cancro do Colo do Útero.

Em comunicado, o HDS explica que vai começar a analisar as amostras recolhidas no âmbito dos cuidados de saúde primários (CSP), no sentido de detetar ou não a presença de vírus de alto risco do papiloma humano (HPV).

Segundo a diretora do Serviço de Anatomia Patológica do HDS, Isabel Andrade, este programa de rastreio destina-se a todas as mulheres com idades compreendidas entre os 30 e os 65 anos, inscritas nos centros de saúde. Nos casos em que a pesquisa é negativa, a reavaliação acontecerá de cinco em cinco anos. Se o resultado for positivo, a utente é encaminhada para consulta hospitalar de Ginecologia do HDS, para acompanhamento médico.

Isabel Andrade esclarece que “o seguimento e vigilância com avaliação por colposcopia e por citologia cérvico-vaginal vai permitir o diagnóstico de lesões percursoras do cancro do colo do útero, não malignas e tratáveis em estádios precoce”, acrescentando que, numa fase inicial, o HDS irá receber “amostras provenientes de quatro concelhos (…) – Santarém, Almeirim, Alpiarça e Cartaxo. Progressivamente, serão incluídas outras unidades, com o objetivo final de abranger todo o distrito, incluindo a Lezíria e o Médio Tejo”.

Numa leitura global, a diretora do Serviço de Anatomia Patológica do HDS assinala que a realização do rastreio a nível nacional tem como finalidade reduzir a morbilidade e mortalidade por cancro do colo do útero, promovendo a equidade no acesso e contribuindo para diminuir as desigualdades em saúde.

“O programa tem base populacional, com acesso universal e gratuito – isento do pagamento de taxas moderadoras, desde a consulta e o teste de rastreio à realização da colposcopia no hospital, se necessária. Em caso de (…) tratamento, todos os exames e consultas serão também isentos de taxas moderadoras”, finaliza.

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Editorial | Carlos Mestre
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