Nascimentos: 1.º semestre foi o mais baixo desde há 30 anos
DATA
02/08/2021 14:28:50
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Jornal Médico
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Nascimentos: 1.º semestre foi o mais baixo desde há 30 anos

Portugal viu nascer, no primeiro semestre de 2021, cerca de 37.700 bebés, menos 4.400 relativamente ao período homólogo de 2020 e, além disso, o valor mais baixo registado nos últimos 30 anos, revelam dados do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA).

 

Tendo por referência informação do Programa Nacional de Rastreio Neonatal (PNRN), habitualmente conhecido como “teste do pezinho”, o INSA apurou que nos primeiros seis meses deste ano foram estudados 37.675 recém-nascidos, menos 4.474 face a igual período de 2021.

O mesmo reporte dá conta que o maior número de bebés rastreados foi observado nos distritos de Lisboa e do Porto, com 11.208 e 7.008 testes efetuados, respetivamente, seguidos de Braga (2.765). Figuram nos últimos lugares desta listagem os distritos da Guarda (282), Portalegre (269) e Bragança (253).

O “teste do pezinho” deve ser feito entre o terceiro e o sexto dia do bebé e consiste na recolha de gotículas de sangue através de uma picada no pé do recém-nascido. Apesar de não obrigatório, o PNRN tem atualmente uma taxa de cobertura de 99,5%.

O INSA explica que o exame, realizado desde 1979, permite “diagnosticar algumas doenças graves que clinicamente são difíceis de identificar nas primeiras semanas de vida [num painel constituído por 26 patologias: hipotiroidismo congénito, fibrose quística e 24 doenças hereditárias do metabolismo] e que, mais tarde, podem provocar atraso mental, alterações neurológicas graves, alterações hepáticas ou até situações de coma”.

As certezas enganadoras sobre os Outros
Editorial | Mário Santos
As certezas enganadoras sobre os Outros

No processo de reflexão da minha prática clínica, levo em conta para além do meu índice de desempenho geral (IDG) e da satisfação dos meus pacientes, a opinião dos Outros. Não deixo, por isso, de ler as entrevistas cujos destaques despertam em mim o interesse sobre o que pensam e o que esperam das minhas funções, como médico de família. Selecionei alguns títulos divulgados pelo Jornal Médico, que mereceram a minha atenção no último ano: