COVID-19: OM defende rápida revisão da norma sobre vacinação dos jovens
DATA
03/08/2021 11:26:50
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Jornal Médico
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COVID-19: OM defende rápida revisão da norma sobre vacinação dos jovens

Ao apelar à Direção-Geral da Saúde (DGS) para que reveja rapidamente a norma sobre vacinação dos jovens, o bastonário da Ordem dos Médicos (OM) argumenta que, só assim, é possível pôr termo a desigualdades e evitar “entropia no processo” vacinal.

 

Miguel Guimarães chama a atenção para as “desigualdades brutais” entre as crianças e famílias que podem ir ao médico e aceder à prescrição da vacina, comparativamente às que não têm essa possibilidade, assimetria que, para a OM, deve levar de imediato à revisão da norma da DGS que veio enquadrar a vacinação dos jovens.

O bastonário relatou à agência Lusa que o anúncio da referida norma já gerou várias queixas à OM por parte de centros de saúde, reportando “que há muitos pais a telefonarem para saber o que têm de fazer para vacinar os filhos entre os 12 e os 15 anos” e que os médicos “não sabem ao certo” que procedimento cumprir.

Assim acontece, esclarece Miguel Guimarães, porque “a norma não foi recebida mesmo entre os profissionais de saúde de forma clara, com alguns especialistas a saudarem (…), mas a virem, mais tarde, criticar este acesso condicionado”, acrescentando que a situação tem de ser gerida de modo “universal e ágil, como é, aliás, essencial” no quadro do combate a uma pandemia.

Confrontado com esta realidade, o bastonário vem reiterar a “rápida revisão” daquela norma, no propósito de “reforçar a confiança na evidência científica e na ampla experiência já existente, protegendo os mais jovens da ameaça física, psicológica e social que este vírus tem representado para a vida de todos”.

Miguel Guimarães sublinha que tudo isto sucede numa altura em que o acesso à saúde tem estado muito condicionado, razão pela qual todos os recursos deveriam estar concentrados na recuperação de doentes e não em mais um procedimento burocrático.

“Tratando-se de menores, a vacinação é discutida com os pais ou representantes/tutores legais”, adiantou, entretanto, a DGS.

Governação Clínica
Editorial | Joana Romeira Torres
Governação Clínica

O Serviço Nacional de Saúde em Portugal foi criado e cresceu numa matriz de gestão napoleónica, baseada numa forte regulamentação, hierarquização e subordinação ao poder executivo, tendo como objeto leis e regulamentos para reger a atividade de serviços públicos no geral, existindo ausência de regulamentação relativa à sua articulação com os serviços sociais e económicos.

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