“Olhe pelas Suas Costas” no Ano Global Sobre a Dor na Coluna

Em tempo de pandemia, a campanha “Olhe pelas Suas Costas” assinala, em bom português, o Ano Global Sobre a Dor na Coluna. Sensibilizar os doentes e a sociedade em geral é o compromisso da iniciativa que, no nosso país, tem a chancela da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED).

 

A dor nas costas é um dos motivos mais comuns para as pessoas consultarem um médico ou perderem dias no trabalho, podendo até afetar crianças em idade escolar. Concretizando, “cerca de 80% da população terá pelo menos um episódio ou crise de dor nas costas ao longo da sua vida e as doenças da coluna vertebral são já a principal causa de incapacidade em todo o Mundo. Infelizmente, o período de confinamento e a adaptação ao teletrabalho não vieram melhorar a situação”, explica Bruno Santiago, neurocirurgião e coordenador da campanha “Olhe pelas Suas Costas”, citado em comunicado.

O mesmo responsável sublinha que “a ergonomia ficou esquecida e o sedentarismo e o descuido na alimentação propiciaram-se”, pelo que “é fundamental alertar para a prática regular de exercício físico e, nas situações de dor mais prolongada, torna-se imperativo procurar aconselhamento médico”.

Avaliando a evolução da realidade e os respetivos indicadores, a Associação Internacional para o Estudo da Dor (IASP) designou 2021 como Global Year About Back Pain – ou seja, na tradução portuguesa, o Ano Global Sobre a Dor nas Costas. Objetivo: sensibilizar a população para as dores relacionadas com a coluna.

Entretanto, a presidente da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED), Ana Pedro, salienta que “mais do que nunca, as dores nas costas ganham especial relevância, uma vez que fatores como o teletrabalho e a falta de exercício físico representam riscos para a saúde da coluna”. E faz notar que, por essa razão, “o tema deste ano centra-se em ajudar profissionais de saúde, cientistas, pessoas que vivem com dor crónica e o público em geral a compreender a natureza da dor na coluna, a utilidade dos tratamentos atualmente disponíveis, bem como formas de a prevenir”.

Para 2021, o IASP definiu as seguintes prioridades: identificar barreiras e propor soluções para melhorar a prevenção, a investigação e o tratamento de dores nas costas; resumir as modalidades mais eficazes e económicas para o sucesso da gestão da dor (…), particularmente em comunidades com poucos recursos; integrar o uso de ferramentas para estratificar indivíduos com dores (…), de forma a gerir a prestação de cuidados centrados no doente e facilitar a pesquisa, gestão, educação e mecanismos de defesa necessários para reduzir o fardo global da dor nas costas.

Governação Clínica
Editorial | Joana Romeira Torres
Governação Clínica

O Serviço Nacional de Saúde em Portugal foi criado e cresceu numa matriz de gestão napoleónica, baseada numa forte regulamentação, hierarquização e subordinação ao poder executivo, tendo como objeto leis e regulamentos para reger a atividade de serviços públicos no geral, existindo ausência de regulamentação relativa à sua articulação com os serviços sociais e económicos.

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