COVID-19: INSA em estudo europeu sobre a efetividade das vacinas
DATA
05/08/2021 16:13:55
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Jornal Médico
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COVID-19: INSA em estudo europeu sobre a efetividade das vacinas

A participação portuguesa num estudo multicêntrico europeu sobre a efetividade das vacinas contra a COVID-19, entretanto a decorrer, foi confiada ao Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

 

As vacinas “apresentam uma efetividade moderada após a toma da primeira dose (62%) e uma efetividade elevada com o esquema de vacinação completo (89%)”, sugerem os resultados iniciais deste trabalho desenvolvido sob a égide da rede I-MOVE-COVID-19.

A revista científica Eurosurveillance publicou já um artigo sobre o referido estudo – investigação que envolveu 4.964 participantes com idade igual ou superior a 65 anos, recrutados entre dezembro de 2020 e maio de 2021 – dando nota de que “a vacinação fornece proteção substancial contra a apresentação de COVID-19 a nível dos cuidados de saúde primários, particularmente após a vacinação completa”.

Apontando aos próximos passos da pesquisa, destaca-se uma análise mais aprofundada da durabilidade do efeito protetor da vacinação ao longo do tempo e estimativas da efetividade nos grupos populacionais mais jovens. “Adicionalmente, a integração de dados de sequenciação genética permitirá a obtenção das estimativas da efetividade das vacinas por variante”, adianta o INSA.

Em Portugal, desde outubro de 2020, 13 unidades de saúde e 12 laboratórios integram esta rede no âmbito dos cuidados de saúde primários que, à data da redação da avaliação de dados para o artigo, tinham selecionado 579 doentes, contribuindo assim, também eles, para a análise conjunta deste estudo multicêntrico.

A participação portuguesa na rede I-MOVE-COVID-19 está a cargo do INSA, através destas suas estruturas: Departamento de Epidemiologia, na coordenação; Departamento de Doenças Infeciosas (via Laboratório Nacional de Referência da Gripe e outros Vírus Respiratórios), em colaboração.

Governação Clínica
Editorial | Joana Romeira Torres
Governação Clínica

O Serviço Nacional de Saúde em Portugal foi criado e cresceu numa matriz de gestão napoleónica, baseada numa forte regulamentação, hierarquização e subordinação ao poder executivo, tendo como objeto leis e regulamentos para reger a atividade de serviços públicos no geral, existindo ausência de regulamentação relativa à sua articulação com os serviços sociais e económicos.

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