Hipotiroidismo: doentes esquecem-se de tomar a medicação
DATA
06/08/2021 17:38:30
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS




Hipotiroidismo: doentes esquecem-se de tomar a medicação

Um estudo nacional realizado pela Multidados para a Associação das Doenças da Tiroide (ADTI), com o apoio da Merck, concluiu que nem todos os doentes com hipotiroidismo cumprem a medicação: 11% reconhece que a falha acontece algumas vezes por mês e 6% admite que a falta é quase diária. Ainda assim, 53% dos inquiridos confirmam que não se esquecem da toma.

“O cumprimento da medicação é essencial para que os doentes possam viver sem sintomas”, confirma a presidente da ADTI, Celeste Campinho, acrescentando que “estas falhas podem pôr em causa o tratamento”.

A maioria dos participantes no estudo (67,8%) confirma sentir-se muito incomodada com o cansaço ou falta de energia associados ao hipotiroidismo, 56,4% referem o aumento de peso como um dos principais sintomas relacionados com esta disfunção, e 55,4% sofre de ansiedade/nervosismo. Segue-se a irritabilidade (47,5%) e o mau humor ou depressão (46,4%).

O inquérito mostra, também, que quase metade dos inquiridos recebeu o seu diagnóstico há mais de 10 anos, com apenas 7,9% a descobrirem sofrer desta patologia há menos de 12 meses. Neste último ano, 32,4% tiveram necessidade de assistência médica devido ao hipotiroidismo, confirmando a falta de informação existente acerca da doença.

“O estudo nacional, que teve início na Semana Internacional da Tiroide, foi um sucesso. O elevado número de inquéritos realizados mostra os dados reais sobre as pessoas que vivem com hipotiroidismo. Só conhecendo a realidade é que se pode intervir no sentido de melhorar a qualidade de vida das pessoas que vivem com esta patologia”, conclui Celeste Campinho.

Foram obtidas 720 respostas de indivíduos diagnosticados com hipotiroidismo, entre os dias 24 de maio e 30 de junho, através do método CAWI.

Pode aceder ao estudo completo aqui.

Governação Clínica
Editorial | Joana Romeira Torres
Governação Clínica

O Serviço Nacional de Saúde em Portugal foi criado e cresceu numa matriz de gestão napoleónica, baseada numa forte regulamentação, hierarquização e subordinação ao poder executivo, tendo como objeto leis e regulamentos para reger a atividade de serviços públicos no geral, existindo ausência de regulamentação relativa à sua articulação com os serviços sociais e económicos.

Mais lidas