Serviço de Dermatovenereologia do HGO aumenta tratamentos e reduz lista de espera em 90%
DATA
09/08/2021 11:02:11
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Jornal Médico
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Serviço de Dermatovenereologia do HGO aumenta tratamentos e reduz lista de espera em 90%

O serviço de Dermatovenereologia do Hospital Garcia de Orta (HGO), em Almada, reduziu a lista de espera para consulta externa de 6.200 doentes, no início de 2020, para cerca de 500 doentes, em 2021, o que equivale a uma diminuição de 92%.

“Este resultado só foi possível devido ao esforço realizado pela equipa e à implementação de um conjunto de medidas, nomeadamente a realização de atividade adicional, incluindo sábados. A recente constituição do serviço de Dermatologia enquanto Centro de Responsabilidade Integrada (CRI) irá contribuir para melhorar ainda mais a nossa capacidade de resposta”, justifica o diretor do serviço de Dermatovenereologia e do CRI do HGO, João Alves.

Este serviço, que realiza anualmente cerca de 11.500 consultas e quatro mil cirurgias e meios complementares de diagnóstico, constituiu-se no passado mês de março como o primeiro CRI do País na área da Dermatologia.

Nas palavras do presidente do Conselho de Administração do HGO, Luís Amaro, este centro tem como objetivo “melhorar o acesso dos utentes aos cuidados de saúde e, por esta razão, a constituição do CRI de Dermatologia assume grande importância, permitindo que os nossos doentes realizem os tratamentos de que necessitam no nosso hospital, sem necessidade de se deslocarem a outras unidades de saúde do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”.

A expectativa de João Alves é que a “curto prazo” estejam consolidadas as “áreas de diferenciação como a Dermatologia e Cirurgia Oncológica, Alergologia Cutânea, Infeções Sexualmente Transmissíveis e Dermatologia genital”, bem como o aumento e melhoria de resposta na Fotodermatologia e Dermatoscopia Digital.

As principais patologias observadas no serviço em causa são os nevos melanocíticos (sinais), lesões benignas como queratoses seborreicas e fibromas, lesões pré-malignas (queratoses actínicas, por exemplo), cancro cutâneo (melanoma maligno, carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular), patologias inflamatórias como acne, rosácea, psoríase, eczemas, toxidermias (reações adversas a fármacos), doenças autoimunes, infeções cutâneas como erisipela e impetigo.

Governação Clínica
Editorial | Joana Romeira Torres
Governação Clínica

O Serviço Nacional de Saúde em Portugal foi criado e cresceu numa matriz de gestão napoleónica, baseada numa forte regulamentação, hierarquização e subordinação ao poder executivo, tendo como objeto leis e regulamentos para reger a atividade de serviços públicos no geral, existindo ausência de regulamentação relativa à sua articulação com os serviços sociais e económicos.

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