COVID-19: Julho foi o mês em que se realizaram mais testes desde o início da pandemia
DATA
12/08/2021 11:10:00
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS



COVID-19: Julho foi o mês em que se realizaram mais testes desde o início da pandemia

De acordo com os dados divulgados, no mês de julho realizaram-se 2.031.649 testes de diagnóstico à COVID-19 (PCR e testes rápidos de antigénio de uso profissional), uma média diária de 65.537 testes.

“Trata-se dos números de testagem mensal mais elevados desde o início da pandemia, que correspondem a 12,9% do total de testes de diagnóstico efetuados desde março de 2020”, refere o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), em comunicado.

O dia 16 de julho é a data em que foram realizados mais testes (95.680), com uma taxa de positividade de 4,4%.

Este ano foram realizados mais de 63% da totalidade dos testes de diagnóstico, desde o início da pandemia, com os meses de abril, maio, junho e julho (até 26 de julho) a concentrarem cerca de 40% do número total de testes.

Do total de testes realizados desde o início da pandemia, 38,8% foram feitos no Serviço Nacional de Saúde (SNS), 50,7% no setor privado e 10,5% em instituições, académicas ou outras.

“O esforço de testagem, que decorre desde março de 2020, é, a par da vacinação e das medidas não farmacológicas, como o uso de máscara e o distanciamento físico, um dos pilares fundamentais da prevenção de focos de contágio e de controlo da pandemia”, salienta o INSA.

O Instituto sublinha, ainda, que este aumento da testagem em Portugal assenta no plano de promoção da operacionalização da estratégia de testagem em Portugal.

“Este plano vai ao encontro das recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), e dá continuidade a um vasto programa de testagem, massiva e sistemática, alinhado com a Estratégia Nacional de Testes para SARS-CoV-2, tal como definido pela Norma n.º 019/2020 da Direção-Geral da Saúde”, conclui o Instituto.

Governação Clínica
Editorial | Joana Romeira Torres
Governação Clínica

O Serviço Nacional de Saúde em Portugal foi criado e cresceu numa matriz de gestão napoleónica, baseada numa forte regulamentação, hierarquização e subordinação ao poder executivo, tendo como objeto leis e regulamentos para reger a atividade de serviços públicos no geral, existindo ausência de regulamentação relativa à sua articulação com os serviços sociais e económicos.

Mais lidas