FNAM critica Governo por défice no preenchimento de vagas
DATA
16/08/2021 14:16:48
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Jornal Médico
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FNAM critica Governo por défice no preenchimento de vagas

A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) responsabiliza o Governo pelo défice no preenchimento das 459 vagas para a contratação de médicos de família.

Em comunicado enviado às redações, com base em dados fornecidos pelos próprios candidatos ao concurso nacional, a FNAM sustentou que o défice na fixação de médicos de família no Serviço Nacional de Saúde (SNS) terá deixado “cerca de 200 mil utentes” sem um profissional dedicado ao seu acompanhamento.

Das 230 vagas abertas para médicos de família nos centros de saúde de Lisboa e Vale do Tejo, apenas 102 foram preenchidas. As regiões do Alentejo (26 vagas) e do Algarve (28) registaram uma taxa de preenchimento inferior a 60%. Contrariamente, na região do Norte foram preenchidas as 88 vagas disponíveis e no Centro foram ocupadas 85% das vagas. Ao todo ficaram por preencher 180 vagas.

“A responsabilidade é do Governo, que insiste em não apoiar devidamente o SNS e os seus médicos de família, completamente assoberbados com listas de utentes sobredimensionadas, num contexto em que é necessário conciliar o acompanhamento habitual aos seus utentes com a recuperação da atividade que não se realizou em 2020 e 2021, o atendimento e rastreio de casos suspeitos de COVID-19 nas Áreas Dedicadas a Doentes Respiratórios e o apoio nos centros de vacinação”, referiu o sindicato médico.

Sublinhando que esta situação tem “vindo a repetir-se nos concursos anteriores”, a FNAM lembrou a necessidade de “investir diretamente em condições de trabalho adequadas” para os médicos no setor público da Saúde, alertando para o risco de se continuar a perder profissionais com elevados níveis de qualificação.

A FNAM vincou, ainda, a urgência de o Ministério da Saúde retomar as negociações com os diferentes sindicatos médicos “de forma séria e ponderada”.

Governação Clínica
Editorial | Joana Romeira Torres
Governação Clínica

O Serviço Nacional de Saúde em Portugal foi criado e cresceu numa matriz de gestão napoleónica, baseada numa forte regulamentação, hierarquização e subordinação ao poder executivo, tendo como objeto leis e regulamentos para reger a atividade de serviços públicos no geral, existindo ausência de regulamentação relativa à sua articulação com os serviços sociais e económicos.

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