Hospital de Braga agiliza procedimentos e reduz tempo de espera na Oncologia
DATA
18/08/2021 16:58:55
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Jornal Médico
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Hospital de Braga agiliza procedimentos e reduz tempo de espera na Oncologia

O Hospital de Braga implementou um projeto que agiliza os procedimentos para levantamento de medicação e diminuição do tempo de espera pelos tratamentos na área da Oncologia.

Em comunicado conjunto, o Hospital de Braga e a consultora Lean Health Portugal, que conduziu o projeto, sublinham que a iniciativa contribuiu ainda para o aumento da taxa de ocupação do hospital de dia oncológico.

Segundo o comunicado, o projeto, desenvolvido entre os meses de fevereiro e junho e que envolveu uma equipa multidisciplinar do hospital de dia oncológico resultou, desde logo, na redução de 43% das atividades realizadas pelo doente que vai fazer o levantamento da sua medicação oral.

“Anteriormente, o utente teria de seguir sete passos, tendo a possibilidade de cinco momentos de espera. Atualmente, o circuito do utente reduziu para quatro passos com apenas dois momentos de espera. Percentualmente, verificou-se uma redução de 60% de momentos de espera para o doente”, refere o comunicado.

“A criação de novas regras de agendamento permitiu a entrada de utentes no serviço de forma escalonada, fazendo com que o utente passe a esperar, em média, menos 11 minutos entre o momento em que se senta no cadeirão até à preparação do seu tratamento”, diz ainda a nota enviada.

As alterações ao sistema informático e a campanha de sensibilização para utilização dos quiosques levaram a uma diminuição de utentes em espera para efetivação no balcão central, bem como a uma redução de 81% do tempo total necessário para efetivação do ato.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.